Exposição [Exhibition] BOYS NEED YOGA TOO – Tatiana Macedo

BOYS NEED YOGA TOO - VPF Rock gallery - Lisbonde 21 de Novembro [November] a 31 de Dezembro [December]


Rua da Boavista N.º 84, 2.º andar – sala 5
1200-068 – Lisboa
PORTUGAL

CONTACTOS [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

vpf.rockgallery@gmail.com


press-release por Susana Pomba – versão portuguesa

press-release by Susana Pomba – english version


Translated by: Francisco Malheiro



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Exposição – O Contrato do Desenhista [Exhibition – The Draughtsman’s contract]

EXHIBITION - O Contrato do Desenhista - LISBON |Plataforma Revólver|
sandra-cinto-cavalo-marinho-2008de 21 de Novembro [November] a 31 de Dezembro [December]

Curador [Curator] Paulo Reis


Rua da Boavista N.º 84, 3.º andar
1200 – Lisboa
PORTUGAL

CONTACTOS [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

Plataformarevolver@gmail.com


press-release por Paulo Reis – versão portuguesa

press-release by Paulo Reis – english version


Translated by: Maria José Anjos



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Gaveta de papéis [Paper drawer] – José Luís Peixoto

gaveta de papeis

Esta obra de poesia do autor contemporâneo português José Luís Peixoto, que tem como título Gaveta de papéis, é senão a mais recente do autor – Agosto, 2008 – premiada, com decisão unânime do juri, com o prémio de poesia Daniel Faria 2008.

Ao abrirmos esta gaveta o autor mostra-nos fotografias de cidades; documentos; chaves; recortes de jornal; postais; bilhetes usados; lista de tarefas e desenhos feitos pelos seus filhos. São 88 páginas de boa leitura!







“Quando me cansei de mentir a mim próprio
comecei a escrever um livro de poesia.”

pág. 45



This poetry work from the Portuguese contemporary author José Luís Peixoto, entitled Gaveta de papeis (Drawer of papers), is his most recent one, and has been awarded the Daniel Faria 2008 poetry award, with a unanimous decision by the jury.


By opening this drawer the author show us photographs of cities, documents, keys, clips from newspapers, postcards, used tickets, task lists and drawings made by his children. There are 88 pages of good reading!


Site Oficial do escritor [Writer’s official site]


Translated by: Francisco Malheiro



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Deolinda


“…O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho…”


Esta é a personagem que dá nome a este interessante projecto musical. Quando oiço a música deles, não consigo defeni-la em nenhum estilo, e isso agrada-me. Sinto o fado lisboeta, mas não é fado lisboeta que oiço é algo de mais contemporâneo, mais libertador. No fundo não estou muito interessado em saber se de facto se pode classificar a música deles num parâmetro qualquer da musicalidade que lhes é característica, só sei que é música, e deveras de excelente qualidade. Para além do fado que se faz transpirar neste projecto, existe um não sei quê de samba, jazz, e rembetika grega. Originalidade é sentida por um contagiante humor perspicaz, cujo ponto de fuga incide na cultura do fado e no quotidiano da sociedade portuguesa. Grupo em vertiginosa ascensão e de merecida valorização pelo trabalho que apresentam.

Deixo alguma matéria áudio e acesso à página Myspace deles para que possam deixar uma opinião acerca da Deolinda. A minha expressei já acima! Quero ainda enaltecer os temas “Movimento perpétuo associativo”, “Fon Fon Fon”, e “Clandestino”.

Site Oficial:DEOLINDA
[Official Site:]


illustration by João Fazenda

Ana Bacalhau (Voz [Vocals])
Luís José Martins (Guitarra Clássica, Ukelele, Cavaco, Guitalele, Viola Braguesa e Voz [Classic guitar, ukelele, guitalele, viola braguesa e vocals])
Pedro da Silva Martins (Composição, Letrista, Guitarra Clássica e Voz [Songwriter, classic guitar and vocals])
Zé Pedro Leitão (Contrabaixo e Voz [Double bass and vocals])


Excerto do concerto de comemoração de aniversário da Fnac – transmissão da Antena3
Extract from Fnac’s anniversary concert – broadcast by Antena3

Track “Garçonete da Casa de Fado”
8,68 Mb
6:20 min
Bit Rate 192 kbps



“…Her name is Deolinda and she is old enough to know life is not as easy as it looks. She is single when it comes to affection and married when it comes to aversion. Born and raised in Lisbon, she lives in a ground floor flat somewhere in the capital’s outskirts. Peeping through her window’s blinds, she writes songs inspired by her grandmother’s gramophone records and by her neighbours’ lives. She lives with two cats and a golden fish…”


This is the character behind the name of this interesting musical project. When I listen to their music, I cannot label them in a genre, and that pleases me. I feel fado from Lisbon, but it isn’t fado from Lisbon that I hear. What I hear is something more contemporary, with more freedom. In the end of the day, I’m not actually interested in knowing if I can place their music within the musical parameters characteristic to their sound. The only thing I know is that it’s music and it’s extremely good. Apart from the obvious fado influences that transpire in this project, there are also pinches of samba, jazz, and Greek rembetika. It is original and has a contagious humorous element which takes the fado culture and the day-to-day life of Portuguese society as an escapade. Already rising astonishingly, this is a group who deserve all the appreciation for their music.


Below you can have a taste of their work and the link to access their Myspace page where you can leave comments on Deolinda. I’ve made my point already! I also want to praise their songs “Movimento Perpétuo Associativo”, “Fon Fon Fon” and “Clandestino”.


Translated by: Maria José Anjos



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Oh Crátilo!




Joseph Kosuth, One and Three Chairs, 1965

Installation : chaise en bois et 2 photographies

200 x 271 x 44 cm

Achat de l’Etat 1974, attribution 1976

1M 1976-987

© Adagp, Paris 2007



Cita-se Platão numa passagem onde se sublinha o absurdo da coincidência do nome com a coisa e da imagem com a coisa em Crátilo;


«Não te percavês de quão longínquas estão as imagens de ter o mesmo que têm as coisas de que elas são imagens? … e assim igualmente seria ridículo, Oh Crátilo!, se as coisas de que são nomes os nomes, fossem absolutamente iguais a esses nomes. Tudo seria duplo, e ninguém poderia distinguir qual é a coisa e qual é o nome.»


Platão (428 a.C.- 347a.C.)

Em.: Crátilo


De que forma é que isto pode estar tão actual quanto já o era na altura que foi pensado? Não será esta ainda uma problemática que existe quando é analisada uma pintura, por exemplo? Existe, ou não, ainda esta confusão do nome com a coisa e da imagem com a coisa tal como Platão referia no enxerto que é mostrado mais acima?


The absurdity of the perception of name and thing and of image and thing as being the same is pointed out in this excerpt from Plato’s dialogue Cratylus.


“Do you not perceive that images are very far from having qualities which are the exact counterpart of the realities which they represent? But then how ridiculous would be the effect of names on things, if they were exactly the same with them! For they would be the doubles of them, and no one would be able to determine which were the names and which
were the realities.”

Plato (428 – 347 BC)

In.: Cratylus



How can this argument be as up to date today as when it was firstly discussed? Isn’t it still a problem that comes up when we study a painting, for example? Does the confusion between name and thing and image and thing as suggested in the excerpt still exist or not?


Ler também [Also read]: O actual estado da Arte [State of the Art]


Translated by: Maria José Anjos



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O actual estado da Arte [State of the Art]


Primeiramente, para melhor explicar este estado que se encontra a Arte, faço um ponto de situação histórico, passando apenas nas principais causas que desmontam aquilo que hoje se está a passar em termos artísticos de um estado global.

Começo, então, por um dos mais marcantes “ismos” da história da arte, ou seja, o impressionismo. Nesta época houve, numa análise introspectiva que fiz, duas grandes causas que originaram este grande passo na Arte. Uma delas foi uma nova forma de ver o mundo, onde se começaram adquirir imagens mais rápidas e menos definidas por causa das viagens de comboio, por exemplo, a outra foi a evolução tecnológica, no que diz respeito à invenção da máquina fotográfica, que sugeriu novos enquadramentos e que veio por em causa uma coisa que se tratava na pintura e que acredito que muitos pintores da altura se tenham questionado; para que é que eu vou continuar na pintura se a aproximação da semelhança do real que tento infértilmente há anos, está à distância de um simples pressionar de um botão? Daí eu achar o passo que se deu nesta época, muito importante na história da Arte. A pintura era feita de uma outra maneira, e graças a pintores como, Edouard Manet, Claude Monet, Georges Seurat, Edgar Degas, entre outros, a pintura saiu dos cânones praticados fatídicamente e repetitivamente há anos. Deixou-se, portanto, de se fazer pura e simplesmente a representação do real, para passarem a uma impressão do real, ou seja davam uma impressão da forma e não a forma toda. Daí os impressionistas, designação que primeiro surgiu como um insulto da crítica da altura, acabou por ser mesmo a designação utilizada para baptizar este movimento.

Saltando agora um pouco, Picasso, tem um papel importante na afirmação do artista plástico como indivíduo criativo. Pablo Picasso veio “dizer”, não por palavras mas sim por acções, que o artista não necessitava de provar que sabia fazer de facto aquilo que era chamado de “um bom desenho”, por exemplo, para fazer um desenho. A prova disto mesmo está nas crianças. As crianças não precisam que lhes seja ensinado a fazer desenho, nem precisam que lhes digam com que materiais devem elas desenhar. É intrínseco à condição de vida de um ser humano saber desenhar. Daí Picasso ter tido a vontade de uma vez mais soltar a Arte de condições limitativas, porque afinal de contas a Arte é livre.

Uma prova histórica disto mesmo, é o que Jackson Pollock fez. Não só conseguiu que a arte dos Estados Unidos da América se internacionalizasse, como também libertou a Arte da mítica frase de Alberti que acreditava que a Arte era uma Janela aberta para o mundo. Pollock enfatizou a característica mais pura de uma pintura, e virou-a para ela mesma. Tudo isto, segundo registos, foi originado por um acidente enquanto o artista experimentava mais uma pintura expressionista. Foi então que surgiu uma nova ramificação de um entre muitos “ismos” que faziam parte da época modernista; é então que surge o expressionismo abstracto. Este passo que foi dado foi também ele num sentido de libertação. É assim que vejo, de forma muito resumida, o progresso da Arte até aos dias de hoje. Para mim, estas são as principais causas que nos levaram à Arte dos dias de hoje.

A metodologia contemporânea é de facto um reflexo da história. A experimentação é a “ferramenta de trabalho” que é mais usada actualmente, mas também é a mais árdua. É como trabalhar às escuras. Nunca se sabe objectivamente no que é que aquele trabalho vai resultar, seja ele um trabalho de pintura, musica, teatro, cinema, ou literatura, entre outros. É como limar as arestas de uma imaginária muralha da china de chumbo. É ter a capacidade de intuição e de exclusão de aspectos que estejam a perturbar a leitura daquele trabalho. Afinal de contas é a metodologia que melhor resolve as intensidades que são desejadas ser mostradas num espaço pelo artista. Contudo o artista contemporâneo, sente que não existe um fio condutor e que por causa disso mesmo ele próprio dita as suas regras e as suas próprias técnicas. Daí a Arte de hoje em dia ser cada vez mais híbrida, e menos definível. Não se sabe ao certo se aquele objecto pode ser classificado como pintura ou como escultura.

Actualmente acredito que a Arte contemporânea vive um estado de “vaca louca”. Acho muito sinceramente que hoje sinto que um artista pode fazer a coisa mais descabida, para que haja uma espécie de vírus contagiante que atribue hipotéticamente àquele objecto uma classificação de obra de arte. Um artista, se se achar no direito de moralidade corrompida, pode cortar um membro e mostrá-lo num local destinado à exibição de Arte, para que aquilo seja considerado Arte. É assim que eu vejo o actual estado da Arte; o estado de vaca louca.


To better explain the condition of Art in our days, I’ll first of all establish an historic analysis referring to the main causes that depict what is happening today in artistic terms, on a global basis.


I will then start with one of the most significant “isms” of the history of Art: Impressionism. After an introspective analysis I could identify, in that period, two major causes that gave birth to it. One of them corresponds to a new way of seeing the world; faster and less defined images appeared due to train travelling, for instance. The other main cause was the technological evolution that resulted in the invention of the photo camera. This enabled the appearance of new frames and contributed to the self questioning of many painters at the time; why should they continue painting when all they had to do to obtain an approximated reproduction of the “real” was to press a simple button?


Hence my belief that the step taken in this period was extremely important for the development of the history of Art. Painting was approached in a different form, and thanks to the likes of Edouard Manet, Claude Monet, Georges Seurat and Edgar Degas, amongst others, it escaped the precepts that had been obsessively and repeatedly followed over the years. The straightforward representation of the “real” wasn’t any longer the target, being replaced by the impression of the “real”. This means that only an impression of the form was given, instead of its entirety. The same term that critics used as a demeanour, at the time, ended up as being the same one that baptized this movement – Impressionism.


Going a bit further in time, Picasso had an important role in the affirmation of the plastic artist as a creative individual. Pablo Picasso stated – in actions and not in words – that in order to deliver what at the time was defined as a “good drawing”, the Artist didn’t have to prove he was able to execute a drawing. Children are the exact proof of this as they don’t need to be taught to draw, or which materials to use when doing so. Drawing is inherent to the human being. Therefore, Picasso had the will to release Art from limiting conditions. After all, Art is free.


An historic proof of the above is what Jackson Pollock achieved. Not only did he internationalize United States´ art, but he also liberated the mythic Alberti’s belief that painting was an open window to the world. Pollock emphasized the purest characteristic of a picture, and turned it to itself. All of this, according to the records, happened by accident when the artist was drawing an expressionist painting. It was then that a new ramification of one amongst many “isms” appeared, being part of a modernist period; that’s how abstract expressionism is born. This step was taken in a sense of liberation. This is how I see, in a summarized way, the progress of Art till our days.


In my opinion, these are the main causes that lead Art to what it is today. Contemporary methodology is in fact a reflection of History. Experimentation is the “tool” that is more frequently used, nowadays, but it’s also the hardest. It’s like working in the dark. We never known in advance, objectively, what will be the final outcome of the work, whether it is in painting, music, theatre, cinema, literature, amongst others. It’s like filing the edges of an imaginary wall of China made of lead.


It’s like having the capacity of intuition and exclusion of aspects that disturb the interpretation of that same work. After all, methodology is the element responsible for the artist’s decision regarding which intensity should be applied in a certain space.


However the contemporary artist feels that there isn’t a stream, a logic, which is why he now dictates his own rules and techniques; for this reason Art has become more hybrid, and less definable. A definition of the object as a painting or as a sculpture is no longer clear and immediate.


I feel that in our days contemporary art lives in a state of mad cow. As senseless as an artist’s work may be, there are still contagious viruses that may attribute to it the classification of work of art. An artist may even cut one of his limbs out – if he finds himself to be in a state of corrupted morality – and exhibit it in an arts centre, so that this gesture may be considered as Art.


That’s how I see Art today: the state of mad cow.



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


Ler também [Also read]: Arte e Finança [Art and Finance]


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Translated by: Francisco Malheiro


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