Deolinda


“…O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho…”


Esta é a personagem que dá nome a este interessante projecto musical. Quando oiço a música deles, não consigo defeni-la em nenhum estilo, e isso agrada-me. Sinto o fado lisboeta, mas não é fado lisboeta que oiço é algo de mais contemporâneo, mais libertador. No fundo não estou muito interessado em saber se de facto se pode classificar a música deles num parâmetro qualquer da musicalidade que lhes é característica, só sei que é música, e deveras de excelente qualidade. Para além do fado que se faz transpirar neste projecto, existe um não sei quê de samba, jazz, e rembetika grega. Originalidade é sentida por um contagiante humor perspicaz, cujo ponto de fuga incide na cultura do fado e no quotidiano da sociedade portuguesa. Grupo em vertiginosa ascensão e de merecida valorização pelo trabalho que apresentam.

Deixo alguma matéria áudio e acesso à página Myspace deles para que possam deixar uma opinião acerca da Deolinda. A minha expressei já acima! Quero ainda enaltecer os temas “Movimento perpétuo associativo”, “Fon Fon Fon”, e “Clandestino”.

Site Oficial:DEOLINDA
[Official Site:]


illustration by João Fazenda

Ana Bacalhau (Voz [Vocals])
Luís José Martins (Guitarra Clássica, Ukelele, Cavaco, Guitalele, Viola Braguesa e Voz [Classic guitar, ukelele, guitalele, viola braguesa e vocals])
Pedro da Silva Martins (Composição, Letrista, Guitarra Clássica e Voz [Songwriter, classic guitar and vocals])
Zé Pedro Leitão (Contrabaixo e Voz [Double bass and vocals])


Excerto do concerto de comemoração de aniversário da Fnac – transmissão da Antena3
Extract from Fnac’s anniversary concert – broadcast by Antena3

Track “Garçonete da Casa de Fado”
8,68 Mb
6:20 min
Bit Rate 192 kbps




“…Her name is Deolinda and she is old enough to know life is not as easy as it looks. She is single when it comes to affection and married when it comes to aversion. Born and raised in Lisbon, she lives in a ground floor flat somewhere in the capital’s outskirts. Peeping through her window’s blinds, she writes songs inspired by her grandmother’s gramophone records and by her neighbours’ lives. She lives with two cats and a golden fish…”


This is the character behind the name of this interesting musical project. When I listen to their music, I cannot label them in a genre, and that pleases me. I feel fado from Lisbon, but it isn’t fado from Lisbon that I hear. What I hear is something more contemporary, with more freedom. In the end of the day, I’m not actually interested in knowing if I can place their music within the musical parameters characteristic to their sound. The only thing I know is that it’s music and it’s extremely good. Apart from the obvious fado influences that transpire in this project, there are also pinches of samba, jazz, and Greek rembetika. It is original and has a contagious humorous element which takes the fado culture and the day-to-day life of Portuguese society as an escapade. Already rising astonishingly, this is a group who deserve all the appreciation for their music.


Below you can have a taste of their work and the link to access their Myspace page where you can leave comments on Deolinda. I’ve made my point already! I also want to praise their songs “Movimento Perpétuo Associativo”, “Fon Fon Fon” and “Clandestino”.


Translated by: Maria José Anjos



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One comment

  1. Acerca dos Deolinda, também não há muito a dizer, a não ser 2 coisas:
    1)Gostei do que vi e ouvi;
    2)Projecto refrescante.
    Mas se o leitor estiver á procura de uma opinião um pouco mais desenvolvida, aqui vai:
    Talvez a sua capacidade de escaparem a definições seja o que torna os Deolinda um projecto fascinante. O ser humano é curioso por natureza, isso é certo. Mas por norma, o que se torna mais apelativo á curiosidade humana, é não haver um categoria ou um rótulo para se lhes atribuir. E da parte deste projecto musical essa curiosidade é bem correspondida.

    There isn’t much to say about Deolinda apart from two things: I enjoyed what I heard and saw and it’s a refreshing project.
    However, if you’re looking for a more elaborate opinion on the band, read on. Perhaps it is the band’s ability to escape from definitions that makes Deolinda such a fascinating project. One thing is certain: the human being is curious by nature. But usually what appeals to human curiosity is the fact that something can’t be categorised or labelled. And that’s exactly what this music project does.


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