OPORTO apresenta [Presents] – Matemática

oporto - matemática


























Saturday, Dec 20, 2008, 11 pm
Entrada [Entrance] – Noobai café, Miradouro de Santa Catarina

“Matemática” by Vasco Lucena
VHS video, colour, 42 min, n/d


Contacto [Contact]

Oportolisboa@gmail.com


Oporto

Cç. Salvador Correia de Sá, 42, 2º frente

1200-399 Lisboa


” I saw what does not exist in the cosmic world around a star.”

Vasco Lucena


For uncountable years Vasco Lucena (1913-2001) passionately taught Art History in high-school. At age 69 he started to build these incredible kinetic light machines. Until his death he mastered in solitude these machines, recording the resulting light shows with a VHS video-camera. These resonant light experiences were followed by Lucena´s insightful comments that would direct the viewer into a more poetic vision or instruct him on the structure of what was being seen.

The videos that we are honored to present here in Oporto are part of a vast body of work called “Matemática”. The first video is a true auroric experience accompanied by an electronic sound made by his friend and poet, engineer Artur Brites. The second video “Disco G parado”, is a precise and dynamic exercise on optical effects.


“Bright thoughts in curved air.”

Alexandre Estrela


O texto está a ser traduzido



Escrito por [Written by]: Oporto




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Manoel de Oliveira


Manoel de Oliveira


“Descobrimos um cineasta com uma obra muito romanesca.
Ganhámos o hábito de viver com os filmes de Manoel de Oliveira”


Serge Toubiana,

director da Cinemateca francesa


Manoel Cândido Pinto de Oliveira, portenho, o mais internacional dos cineastas portugueses completa 100 anos no dia 11 de Dezembro.A propósito do centenário, o Arthoughts relembra aqui alguns dos seus mais importantes filmes. O seu primeiro trabalho foi uma curta-metragem intitulada “Douro, Faina Fluvial” e data de 1931.



“Procurava fazer do cinema um meio de expressão. Pus em prática teorias da época, a especificidade da montagem, a montagem por contraste, por analogia”.

Manoel de Oliveira



Dos mais de 50 filmes, dos quais 32 longas-metragens, destacam-se “Aniki-Bobó” (1942), ficção neo-realista que utiliza a infância para retratar comportamentos dos adultos; este filme foi um fracasso.



“Quais as intenções em Aniki-Bóbó? Certamente que as havia e bastante ambiciosas. Procurando contar uma história tão simples, queria reflectir nas crianças os problemas dos adultos, aqueles que estão ainda em estado embrionário; pôr em contraposição a noção do bem e do mal, do ódio e do amor, da amizade e da ingratidão. Queria sugerir o medo da noite e do desconhecido, a atracção pela vida que pulsa em cada coisa à nossa volta, com força e com convicção”.

Manoel de Oliveira



Esteve parado 14 anos dedicando-se à viticultura e aos negócios da família, voltando com “O Pintor e a Cidade” em 1956.



Fiz O Pintor contra O Douro. Enquanto O Douro é um filme de montagem, O Pintor é um filme de êxtases. Eu descobri no Pintor e a Cidade que o tempo é um elemento muito importante. A imagem rápida tem um efeito, mas a imagem quando persiste ganha outra forma.
O Pintor e a Cidade é uma obra fundamental na minha carreira, na mudança da minha reflexão sobre o cinema. É a primeira vez que eu volto as costas a um cinema de montagem”.

Manoel de Oliveira,

in entrevista com João Bénard da Costa, 1989



Outro dos mais importantes filmes do cineasta foi “Amor de Perdição”, datado de 1978.



“Amor de Perdição é um diálogo entre o visível e o imaginário, entre o perceptível e o imperceptível. Adaptado de um célebre romance português do Século XIX com o mesmo título, de Camilo de Castelo Branco, Amor de Perdição é um verdadeiro workshop de ideias acerca da incestuosa relação entre o romance e o cinema e acerca das várias possibilidades de adaptações literárias. Muitos dos ditos aspectos de vanguarda do filme vêm precisamente dessa reflexão, graças à qual cada cena acaba por se tornar numa solução fílmica de um desafio literário”.

Jonathan Rosembaum,

The Masterpiece You Missed,

in Soho News, 3 Junho, 1981



“Visita ou Memórias e Confissões” é um documentário autobiográfico que o cineasta só autoriza a ser visto após a sua morte e cujos negativo e cópias se encontram fechadas às sete chaves na Cinemateca Portuguesa.



“Cada qual na sua vida tem o seu papel. Este mundo é um teatro e nós somos os intérpretes. Recitamos um manuscrito de uma peça que começamos a conhecer à medida que a vivemos. Não conhecemos o futuro, porque o autor ainda não o revelou! Visita nasce de uma circunstância do acaso. Percebi que devia conservar essa recordação e passá-la ao cinema… Há também outras razões muito mais profundas. Mas do subconsciente não se pode falar!”

Manoel de Oliveira


O trabalho de Manoel de Oliveira é caracterizado pelo experimentalismo, do que resultam os geniais e intemporais filmes da sua assinatura. Esperamos a chegada do seu próximo filme, actualmente em filmagens – “Singularidades de uma Rapariga loira”, a partir de um conto de Eça de Queirós.



Nota: Situações retiradas de madragoafilmes.pt


“We discovered a film-maker with a very Romanesque kind of work. We got used to watching Manoel de Oliveira’s films.”


Serge Toubiana,

director of the Cinémathèque Française


Manoel Cândido Pinto de Oliveira, from Oporto, is the most international of Portuguese film-makers and will be 100 years old on December 11. To celebrate the occasion, Arthoughts remembers some of his most important films. His first work was a short film called “Douro, Faina Fluvial” (Labour on the Douro River), from 1931.



“I wanted to use cinema as a means of expression. I put the theories of the time into practice: the specificity of editing, like editing by contrast and analogy.”

Manoel de Oliveira



Out of more than 50 films, from which 32 are features, “Aniki Bobó” (1942) certainly stands out as a neo-realist fiction that uses childhood to portrait adult behaviour. The film was a box-office failure.



“What was my intention with ‘Aniki Bobó’? There certainly was one and it was very ambitious. By telling such a simple story, I wanted to reflect adult problems on children, which are still in an embryonic stage; I wanted to make a confrontation of the notion of good with the notion of bad, of love with hate, of friendship with selfishness. I wanted to suggest the fear of the night and of the unknown, the attraction for life that exists so strong and certain in everything around us.”

Manoel de Oliveira



He interrupted his director’s career for 14 years to focus on wine-growing and family businesses, returning to film-making with “O Pintor e a Cidade” (The Artist and the City) in 1956.



“I did ‘The Artist and the City’. Whereas ‘Labour on the Douro River’ is an edited film, ‘The Artist and the City’ is a film of ecstasy. While making it, I discovered that time is a very important element. The quick image has an effect, but an image that prevails gains a whole new shape.
The Artist and the City’ is a crucial work in my career because it changed my perspective of cinema. It was the first time I turned my back at an edited film.”

Manoel de Oliveira,

in interview with João Bénard da Costa, 1989



“Doomed Love”, in 1978, was also one of the film-maker’s most important works.



“Doomed Love” is a dialogue between reality and imagination, between the perceptible and the imperceptible. Adapted from the famous Portuguese novel from the 19th century with the same title by Camilo de Castelo Branco, ‘Doomed Love’ is an actual workshop of ideas about the incestuous relationship between romance and cinema and about the several possibilities of literary adaptation. A lot of the so-called avant-garde elements of the film were born precisely from that reflection, thanks to which each scene turns into a film solution of a literary challenge.”

Jonathan Rosembaum,

“The Masterpiece You Missed”,

in “Soho News”, 3 June 1981



“Visita ou Memórias e Confissões” (Memories and Confessions) is an autobiographic documentary that the film-maker wants to be screened only after his death. All reels and copies are kept in the national Portuguese film library.



“Each of us plays a part in life. The world is a theatre and we are the characters. We read out loud the script of a play that we get to know as we go along living it. We don’t know the future because the author hasn’t revealed it yet! This film was born randomly. I realised I could keep that memory and pass it on to cinema… There are also other reasons, deeper ones. But the subconscious is something we can’t talk about!”

Manoel de Oliveira


The experimentalism that characterised Manoel de Oliveira’s work gives origin to genius and timeless films with his signature. We will be waiting for his next film, currently being shot – “Singularidades de uma Rapariga Loira” (no official English title released yet) – adapted from a short story by Eça de Queirós.



Note: Quotations from www.madragoafilmes.pt



Escrito por [Written by]: Daniela Ambrósio


Translated by: Maria José Anjos




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Garage Center for Contemporary Culture – Moscovo [Moscow]


DARIA DASHA KHUKOVADaria Dasha Khukova
Photo Autor: NATALIA KOLESNIKOVA/AFP/Getty Images



O Garage Center for Contemporary Culture é o recente espaço de exposição de Arte Contemporânea situado na zona Norte de Moscovo, perto do Estádio Olímpico.

Daria Dasha Khukova transformou uma antiga garagem de autocarros, desenhada em 1926 por Konstantin Metrikov, num local de referência no mundo da Arte e há até quem o compare com a Tate. Jamie Fobert, arquitecto baseado em Londres, é o responsável pela transformação deste espaço de 8500 metros quadrados.

O espaço foi inaugurado no dia 16 de Setembro do presente ano, com 300 convidados, com uma retrospectiva dos artistas Ilya e Emilia Kobakov (respectivamente, marido e mulher).
Actualmente o espaço encontra-se fechado para obras, mas os visitantes podem ver no exterior uma exposição de vídeo-arte, com 12 videos a passar em ecrãs. Reabre em Fevereiro de 2009, com a colecção pessoal de François Pinault (dono da Christies), em exposição.

Resta-nos esperar por mais novidades deste espaço mediático, de resto o Arthoughts não pode deixar de salientar o carácter reabilitador deste espaço, sendo que este é um excelente exemplo de como a arte é, entre outras coisas, uma forma também de valorizar aquele que foi em tempos um espaço “morto” da cidade de Moscovo.


The Garage Centre for Contemporary Culture is the most recent gallery for contemporary art located in the north of Moscow, near the Olympic stadium.

Daria Dasha Zhukova transformed the old bus depot designed in 1926 by avant-garde architect Konstantin Melnikov into a place of reference in the art scene. It has even been compared to the Tate Modern’s Turbine Hall. Jamie Fobert, a London-based architect, is the responsible for redesigning and renovating the 8,500 sq metre venue.

Gathering 300 guests, the gallery officially opened on September 17th 2008 with a retrospective of the work of installation artist Ilya Kabakov and wife Emilia. The venue is currently closed for refurbishment but visitors can see an off-site video-installation showcasing work from 12 artists in plasma screens. The Garage reopens in February with an exhibit of Christie’s owner François Pinault’s private collection.

We will be waiting for more news from Moscow’s hippest contemporary art space, which is an excellent example of how art, among other things, can boost the cultural renaissance of an area known as a “dead” part of a city.



Escrito por [Written by]: Daniela Ambrósio


Translated by: Maria José Anjos




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A arte e a finança [Art and finance]


anatomy of an angel

Damien Hirst


“Anatomy of an Angel”


Sotheby’s art gallery




















Em 1494, o banco italiano Medici foi um marco na história da arte ao falir devido à depressão económica que se fazia sentir na época. Este era o principal banco de financiamento às produções artísticas, senão o único. Foi declarada extinção do mecenato. Os artistas deixavam de ser financiados, contudo a evolução disto até hoje tomou proporções paradoxais. Os Bancos vivem os piores momentos financeiros e entram em recessão, enquanto que obras de Arte são vendidas em leilões atingindo valores exorbitantes. Embora existem bancos que apoiem incansávelmente a cultura, como é o caso da Caixa Geral de Depósitos em Portugal, a dependência da produção artística já não é a mesma que era com o banco Medici. Os leilões são definitivamente um negócio em crescimento vertiginoso e um bom reflexo do êxito do mercado de obras de Arte a nível global. «Para além do leilão modificar radicalmente as regras de negócio das obras de arte, ele perpetua duas lógicas: a que começou nos anos 60, em que a arte começou a ser considerada um investimento, e, nas palavras de Andy Warhol, que “fazer dinheiro é arte e trabalhar é arte e bons negócios são a melhor arte”.» 1



O homem denominado por alguns como o “Pai da Arte britânica” – Damien Hirst – tornou-se no artista mais caro de sempre nos leilões. Vendeu a sua escultura “Anatomy of an Angel” no leilão da galeria londrina Sotheby’s por uns descomunais 1.226.181€, concluindo uma excelente ronda de vendas com uns espectaculares 126.717.600 milhões de euros. No final disto tudo Damien Hirst disse: “Estou completamente exausto e atónito que a minha arte seja vendida ao mesmo tempo que bancos estão a falir. Adivinho que isto possa significar que as pessoas preferem investir em borboletas do que em bancos – parece-me um mundo melhor para mim hoje.”



O que isto significa, que o artista contemporâneo derrubou em definitivo aqueles que eram os seus mecenas? A Arte estará a tornar-se no novo negócio de investimento de capital traduzido em obras de Arte? O seu valor será apenas sempre o que o próximo homem está disposto a pagar?



1
Fernando Sobral,
in Jornal de Negócios



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


In 1494, the Medici Bank in Italy became a landmark in the history of art when it went bust during the economic recession the country was sunk into at the time. The Medici Bank was one of the few, if not the only bank that financed artistic production. After that, the patronage of art was extinct and artists were no longer sponsored. However this situation has evolved into paradoxical proportions. In the current economic recession, while art works are being sold in auctions by enormous sums, some banks are struggling to survive the rough economic times. Although banks still sponsor culture, like Caixa Geral de Depósitos in Portugal, art no longer depends from their support as it once did with the Medici Bank. Auctions of art works are rising astonishingly and reflect the success of the art market globally. “Not only does the auction change the rules radically when it comes to buying and selling works of art, but it also perpetuates two logics: one which started in the sixties, when art was seen as an investment; the other which means ‘making money is Art and working is Art and good business are the best Art’, as Andy Warhol once said.”

Labelled by some as the “father of British Art”, Damien Hirst became the most expensive artist ever in auctions. His sculpture “Anatomy of an Angel” was sold for the astonishing sum of £1,071,650 (1,151,173 Euros) in the Sotheby’s auction house. The session set a record sale of £70.5 million (75.7 million Euros). At the end of the auction Hirst said, ‘I’m completely exhausted and speechless by the fact that my work is being sold while banks are going bust. I suppose this means people prefer to spend their money on butterflies rather than on banks – I see the world as a better place today.

Does this mean that the contemporary artist is completely independent from patronage? Is art becoming a new investment translated into art works? Will its value always be what the next person is willing to pay?


Ler também [Also read]: O actual estado da Arte [State of the Art]


Ler também [Also read]: O falso mercado das coisas


Translated by: Maria José Anjos




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