Gerhard Richter. Paintings, Watercolours and Drawings Opens at The Albertina

Gerhard Richter, Owl, 1983. © Böckmann Collection.

Gerhard Richter, Owl, 1983. © Böckmann Collection.


The German artist Gerhard Richter is a superstar in the international art world. His extensive and highly influential body of work ranges from quasi-photorealistic paintings to abstract compositions in brilliant colors. Today, through May 10, 2009, the Albertina presents over 80 oil paintings, around 80 watercolors and a selection of drawings in a major retrospective covering the many different phases of Richter’s career between 1963 and 2007.

The works are largely drawn from three important private collections in Germany: the Frieder Burda, Böckmann and Ströher collections. Included in the show exclusively during its run at the Albertina are works from an Austrian private collection. Most of the exhibited watercolors are on loan from the Winterthur Art Museum, Switzerland. Other watercolours and drawings have been lent by the artist himself.

The exhibition comes to the Albertina after previously having been on view at the Frieder Burda Museum in Baden-Baden, Germany, and the National Galleries of Scotland in Edinburgh. After the Albertina it will travel to the Küppersmühle Museum of Modern Art in Duisburg, Germany. Only the Albertina is presenting a large number of Richter’s works on paper, which have not been shown on this scale in nearly a decade.

Exhibition Catalogue An exhibition catalogue, published in German and English by Hatje Cantz Verlag (EUR 34.90), will be available in bookstores and in the Albertina Museum Shop, and can be ordered from the Albertina’s web-site.


O artista plástico alemão Gerhard Richter é actualmente a estrela do mundo da arte contemporânea. A sua obra extensa e altamente influenciável abrange quadros com uma realidade quase fotográfica e composições abstractas com cores brilhantes. De 30 de Janeiro a 3 de Maio de 2009 o Museu Albertina, em Viena, Áustria, apresenta mais de 80 pinturas a óleo, cerca de 80 aguarelas e uma selecção de desenhos numa fascinante retrospectiva do trabalho de Richter, percorrendo as várias fases da carreira do artista, compreendida entre 1963 e 2007.

A exposição é constituída por obras de três importantes colecções alemãs: a do Museu Frieder Burda e das colecções pessoais de Böckmann e de Ströher. Outros trabalhos da uma colecção pessoal austríaca foram incluídos nesta retrospectiva, exclusivamente para a mostra no Albertina. A maior parte das aguarelas em exibição foram cedidas pelo Museu de Arte Winterthur, na Suíça. As restantes aguarelas e desenhos foram cedidos pelo próprio artista.

Esta exposição chega ao Museu Albertina depois de ter sido apresentada no Museu Frieder Burda em Baden-Baden, Alemanha, e em Edimburgo, na Galeria Nacional da Escócia. Depois do Albertina, a exposição vai viajar até ao Museu de Arte Moderna Küppersmühle em Duisburg, Alemanha. Estará patente apenas no Albertina um leque alargado de obras de Richter, que não eram expostas em tão grande escala há mais de uma década.

O O catálogo da exposição, publicado em alemão e inglês pela editora Hatje Cantz, está disponível nas lojas do museu. Pode também ser adquirido online através do site do Museu Albertina por €34.90.

Museu Albertina web-site



Note: Quotations from ArtDaily – The First Art Newspaper on the Net


Traduzido por: Jorge Reis


Revisão de: Maria José Anjos




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Exposição [Exhibition] – Vice Versa – Pascal Ferreira – VPF cream art

vice versa convite

viceversa
29 JAN to 21 MAR
Horário de funcionamento: Segunda a Sábado, das 14:00H às 19:30H


Rua da Boavista N.º 84, 2.º andar – sala 2
1200-068 – Lisboa
PORTUGAL

CONTACTO [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

info@vpfcreamart.com


press-release de Carolina Rito – versão portuguesa

press-release by Carolina Rito – english version


Translated by: Maria José Anjos



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Pizz Buin – inferno: apareceu em rio tinto – VPF Rock Gallery


pizz buinde 30 de Janeiro [January] a 21 de Março [March]
de Segunda a Sábado [Monday to Saturday] – 14:00h to 19:30h


Rua da Boavista N.º 84, 2.º andar – sala 5
1200-068 – Lisboa
PORTUGAL

CONTACTO [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

vpf.rockgallery@gmail.com


press-release – versão portuguesa

press-release – english version



Recensão crítica de Hugo Canoilas em “Infinito ao Espelho”



Na Rock gallery as Pizz Buin apresentam um conjunto de torradas emolduradas. Estas torradas queimadas têm como títulos, títulos de pinturas de carácter religioso.Ouvi falar que, ao mesmo tempo no Espaço Avenida, estão expostas um conjunto de torradas queimadas desta feita com a imagem da Nossa Senhora . A diferença entre ambas as torradas não está no motivo mas na forma.

Enquanto uma das propostas pega literalmente num facto que mereceu a atenção dos media (a aparição da Nossa Senhora numa torrada) a proposta das Pizz Buin desvia-se da mera transferência do quotidiano para a criação de discurso em torno da representação e da representação negativa.
As torradas queimadas são a negação do título. Para ver algo, Cristo descendo a cruz ou A aparição seria de facto necessário acreditar; Aliás estar iludido, querer ver onde nada está.

Esta impossibilidade que as Pizz Buin levantam remete para a obra de Barnett Newman e a impossibilidade de representação que exponenciou nos anos 50. Após o Holocausto, não era possível fazerem-se retratos, pintar naturezas mortas ou belas paisagens. Não era sequer possível acreditar no humano como construtor racional de um mundo melhor a vir.

A obra de Barnett Newman, figura essencial da Arte americana do Pós-Guerra foi, segundo J. François Lyotard, o inventor do tempo Pós-Moderno. Nas suas obras como “The sublime is Now” (traduzido: O Sublime é agora.) temos um campo de côr demarcado ou ampliado por duas linhas verticais (zips). O agora é essa demonstração de um tempo perdido, e a intensificação da experiência o sublime. Neste contexto, J. François Lyotard vê as pinturas como “Eve”, na sua impossibilidade de representação como representação negativa. Esta fórmula ou condição tem repercussões na forma como tomamos o tempo. Um tempo em perda que resgata-nos para um modo ou tempo lento; Que tenta, sem o conseguir, andar para tràs. É nesta forma de desaceleração que eu julgo que alguns artistas conseguem produzir um trabalho verdadeiramente político.

Em”Pintura e representação política” in “O inumano” Lyotard escreve-nos:”Não foi só a fotografia que tornou impossível a profissão de pintar. Dir-se-ia o mesmo dizendo que a obra de Mallarmé ou a de James Joyce rispostam aos progressos do jornalismo. A “impossibilidade” vem do mundo tecno-científico do capitalismo industrial e Pós industrial. Este mundo precisa da fotografia e quase nada da pintura, do mesmo modo que precisa mais do jornalismo do que da literatura. Mas sobretudo ele não é possível senão com a supressão das profissões “nobres”que pertencem a outro mundo, e com a supressão desse mesmo mundo.”

De origem provavelmente diversa (visto serem um grupo de quatro pessoas) as Pizz Buin levantam uma questão verdadeiramente importante para o meio em que nos inserimos mas com a tónica do riso que nos liberta do meio onde vivemos, demasiado pesado, e sempre na expectativa, sem coragem de afirmar o que quer que seja.

Esta exposição consegue colocar todos os espectadores a passar mais algum tempo entre o título e uma mancha negra que aconteceu numa fatia de pão de forma, que também é uma pintura negra, de carácter abstracto e informal.

O teor conceptual desta exposição vem da nomeação de uma obra e do intervalo entre esta e a mancha negra.
A instalação de carácter museológico, sendo o veículo ideal, caí porém no lugar comum da utilização da retórica museológica sem adicionar nada a esta temática (1) antes servindo-se dela, por uma boa causa.


(1) “The museum as muse” foi uma exposição feita em 1999 no MOMA de Nova Iorque que toma como ponto de partida a reflexão sobre o espaço museológico feita pelos artistas: a exposição de Surrealismo comissariada por Duchamp, o quarto do abstraccionismo de Lissitzsky , o Musée des aigles de Marcel Broadthaers, o Brooklin Museum de Joseph Kossuth entre tantos outros.



Infinito ao Espelho


Critical review by Hugo Canoilas in “Infinito ao Espelho”

At the Rock Gallery, the Pizz Buin group present a variety of framed toasts. These burnt toasts are entitled after religious paintings. I’d heard that, at the same time, in the gallery Espaço Avenida, a variety of burnt toasts is shown with the image of the Virgin Mary. The difference between both toasts is not in the motive, but in the form.

Whereas one of the proposals picks up on a case that got media attention (a toast bearing the image of the Virgin Mary), the other, Pizz Buin’s, moves away from the simple imitation of daily life and goes towards speech creation concerning representation and negative representation. The burnt toasts are the title’s denial. To see something as Jesus descending from the cross or the image of the Virgin Mary, it’s necessary to believe. In fact, it’s necessary to be eluded, to want to see something where there is nothing.

This contrariety raised by the Pizz Buin group relates to a work by Barnett Newman and to the impossibility of representation that marked the 1950s. After the Holocaust it was not possible to make portraits, paint dead nature or beautiful landscapes. It wasn’t even possible to believe in the human being as a rational creator of a better world to come.

Barnet Newman, an essential figure in art in the American post-war scenario, was, according to J. François Lyotard, the inventor of the post-modern time. In his essay “The Sublime is Now”, a coloured area is limited or enlarged by two vertical lines (zips). The now is that demonstration of a lost time, and its intensification of the experience is the sublime. In this context, J. François Lyotard sees paintings as “Eve” the impossibility of representation as negative representation. This formula or condition has repercussions in the way we handle time. A time being lost rescues us into a slower mode that tries, without succeeding, to go back in time. I believe that some artists can reproduce truly political work using this form of deceleration.
In the chapter ‘Painting and political representation’ from “The inhuman”, Lyotard wrote: “It is not only photography that made the craft of professional painting ‘impossible’. That would be saying that the work of Mallarmé’ or Joyce was a riposte to the progress of journalism. The ‘impossibility’ comes from the techno-scientific world of industrial and post-industrial capitalism. This world needs photography, but has almost no need for painting, just as it needs journalism more than literature. But above all it is possible only with the retreat of ‘noble’ crafts which belong to another world, and the retreat of that world itself.

With a likely different origin, since it’s a group of four people, Pizz Buin raise a truly important issue concerning where we fit in, but give it a humorous touch which sets us free from where we live, from that heavy circumstance, and from living in expectation, with no courage to affirm ourselves.
This exhibition invites all visitors to spend more time between the title and the black spot in the piece of bread, which is also a black painting, with an abstract and informal character.

The conceptual tone of the exhibition comes from the nominations of the artwork and the interval between it and the black spot. The installation however falls into the cliché of using a museum approach without adding anything to the exhibition’s theme (1), yet making use of it for a good cause.

(1) “The Museum as Muse” was an exhibition done in 1999 at New York’s MOMA which gathered a survey of works that artists had addressed the museum: the surrealist exhibition commissioned by Duchamp, the abstractionism room by Lissitzsky, the Musee d’Art Moderne, Departement des Aigles by Marcel Broodthaers, the Brooklyn Museum by Joseph Kossuth, among many others.


Translated by: Maria José Anjos



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Isabel Baraona


Isabel Baraonaplease click on the image above to see details


Bio:

Isabel Baraona frequentou o ARCO, é licenciada em Pintura pela ENSAV – La Cambre (Bruxelas) e concluiu uma pós-graduação em Pintura na FBAUL. Em 2001 iniciou o seu percurso profissional com uma exposição individual intitulada mythologies. Lecciona na ESAD.CR desde 2003; nomeadamente disciplinas de pintura e desenho do curso de Artes Plásticas. Colaborou no extinto curso dedicado a Animação Cultural.


Em 2006 iniciou a redacção de uma tese dedicada à diferenciação entre o auto-retrato e auto-representação no século XX.



Isabel Baraona


Estórias e rabiscos (2007)



No conjunto do trabalho de Isabel Baraona, o desenho como disciplina adquire uma importância tal que o podemos considerar ligado ao processo que permite a própria existência da obra. Esta é uma primeira marca da sua contemporaneidade, da sua integração num conjunto de preocupações e sentidos que marcam a arte actual. É que o desenho, se aqui exibe uma autonomia que lhe foi negada durante séculos, não deixa de guardar as características de intimidade, de efemeridade e até mesmo de domesticidade que outras técnicas se esforçaram por negar.

Olhemos pois para estes desenhos no seu aspecto mais formal: há manchas, traços a pincel feitos com uma aguada muito diluída, e depois um traço preciso e fino que se transforma em personagens, por vezes mesmo marcações de um lugar indefinido, casa ou palco. A identificação precisa é sempre evitada: não existe uma separação nítida entre o masculino e o feminino, entre o animal e o humano, entre o fabricado e o natural. (…) Há uma indecisão permanente na definição daquilo que se vê, que se sente, das emoções que o desenho suscita ou não. Personagens interagem uns com os outros; adivinhamos uma narrativa, ou o esboço de uma narrativa, que é sempre fragmentada e incompleta. Atrás falámos de cenários, talvez porque este apelo narrativo possui uma artificialidade que lhe vem do incompleto e do deslaçamento dos contornos na superfície branca do papel. Poderíamos também referir o teatro, a peça de teatro com a sua divisão tradicional em actos que indicam o decorrer da acção no tempo, e as cenas, definidas pelo número e o papel das personagens em representação no palco.

Contudo, para além destes elementos iconográficos e formais (entendidos aqui como as características estilísticas do desenho de Isabel Baraona), há nesta artista um entendimento desta prática que vai bem além da folha de papel. O desenho é sempre uma fronteira no espaço, uma fronteira que é artificial, como todas as fronteiras. Limita um dentro e um fora, um interior e um exterior. Ou seja, estabelece uma divisão nítida e dialéctica entre o que é e o que não é: homem e mulher, interior e exterior, humano e animal, forma e informe. Este processo racional e lógico afasta-se dos propósitos do desenho de Isabel Baraona: nem temática e iconicamente notamos esta separação, nem sequer em termos de suporte ela é visível.



(…)


Na indefinição, fica uma obra estranha e íntima, com uma força que só quem pode caminhar sem certezas absolutas possui. Talvez seja esta a condição permanente de quem é artista.



Excerto do Texto de apresentação “estórias & rabiscos” – autoria de

Luísa Soares de Oliveira, 2007



Site intro
www.isabelbaraona.com


Biography:

Isabel Baraona studied at Ar.Co (Centre for Art and Visual Communication, Lisbon, Portugal), graduated in Painting by ENSAV La Chambre (National College for Visual Arts, Brussels) and has a post-graduation in Painting by FBAUL (Faculty of Fine Arts of Lisbon, Portugal). In 2001 she started her professional career with a solo exhibition entitled “Mythologies”. Since 2003 she lectures at ESAD.CR (Art and Design College, Caldas da Rainha, Portugal) the modules of Painting and Drawing within the Fine Arts degree. She collaborated in the degree of Cultural Animation, no longer opened at this university.


In 2006 she started writing her thesis about the differentiation between self-portrait and self-representation in the 20th century.



Isabel Baraona


Stories and Sketches



In Isabel Baraona’s work, drawing acquires such importance that it be considered to be related to the process which allows the actual existence of the work of art. This is the first sign of its contemporary element, of its integration in the group of concerns and interpretations that mark today’s Art. Although the artist gives drawing an autonomy which has been denied to the technique for centuries, her work contains elements of intimacy, ephemeral existence and even domesticity that other methods tend to discard.

Let’s pay close attention to the drawings from their most formal perspective: there are stains, brush lines done with diluted watercolors and then precise and thin outlines which become characters, sometimes even representations of an undefined place, house or stage. An explicit identification is always avoided: there isn’t a clear separation between masculine and feminine, animal and human being, manmade and natural. (…) There’s a permanent indecision in defining what you see, what you feel, and what emotions the sketch stimulates or not. The characters interact with each other, anticipating a narrative or the sketch of one which is always fragmented and incomplete. The sceneries were mentioned above perhaps because the narrative appeal has an artificial element which comes from the fact that it is incomplete and detached from the edges of the white piece of paper. We could also mention the theatre: theatre plays with their traditional division in acts, which place not only the plot in time with the use of scenes organized by numbers, but also the character’s roles being interpreted on stage.

However, apart from the iconographic and formal elements – the stylistic aspects of Isabel Baraona’s drawings – there is an understanding of the technique that goes beyond the piece of paper. Drawing is a boundary in space, an artificial one, like all boundaries are. It confines one element inside and another one outside; one in the interior and another in the exterior. This means that it establishes a clear separation and dialectic between what “is” and what “isn’t”: man and woman, interior and exterior, human and animal, shape and shapelessness. This rational and logic process moves away from the purpose of Isabel Baraona’s drawings: the separation is not visible in the themes, icons or support.



(…)


Undefined is how we can label this odd and intimate work of art, which contains the strength of someone who moves further with no absolute certainties. Perhaps this is the permanent condition of an artist.


Luísa Soares de Oliveira, 2007


Translated by: Maria José Anjos



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Julião Sarmento wins grandprize Universidade de Coimbra


Julião Sarmento. Literal. Centro José Guerrero (Granada)
Julião Sarmento. Literal. Centro José Guerrero (Granada)

Galardão que premeia personalidades da cultura e das artes distinguiu artista plástico lisboeta


O artista plástico Julião Sarmento é o galardoado com o Prémio Universidade de Coimbra (UC) deste ano, pelo seu percurso na intervenção ao nível das artes visuais e pela sua projecção internacional.

“É um nome que valoriza o prémio”, destacou o reitor da UC, Seabra Santos, frisando que “pesou o facto de ser uma personalidade altamente internacionalizada”. “Não é só na universidade que se faz formação. Há necessidade de relativizar o papel da universidade e de a abrir ao mundo e à sociedade”, sublinhou o reitor.

José António Bandeirinha, pró-reitor da Cultura da Universidade de Coimbra, considerou que ao distinguir Julião Sarmento se está “a premiar uma obra fantástica e as próprias artes plásticas”.

“A sua obra é de grande incidência radial sobre a visualidade e a matéria da visualidade”, referiu, acrescentando que na sua carreira já longa “há uma coerência artística forte”.

Seabra Santos recordou ainda o facto de ser um artista que não se limita à pintura, sendo também reconhecido pelas suas instalações e intervenções em vídeo, escultura e fotografia.

Julião Sarmento nasceu em Lisboa em 1948, e estudou pintura e arquitectura na Escola Superior de Belas ares em Lisboa. Ao longo da sua carreira foi docente no centro de arte contemporânea de Kitakyushu (Japão), na Academia de Belas Artes de Munique (Alemanha), na Fundação Marcelino Botin, de Santander (Espanha), e na Faculdade de Belas Artes da Universidade Complutense de Madrid (Espanha). Julião Sarmento representou Portugal na Bienal de Veneza em 1997.

As suas obras encontram-se em colecções nacionais como na Fundação Calouste Gulbenkian, Caixa Geral de Depósitos e Fundação de Serralves, mas também em colecções internacionais, tais como a Fundació La Caixa (Barcelona), Hirshorn Museum and Sculture Garden (Washington), Moderna Meseet (Estocolmo), MoMA (Nova Iorque), Centre Georges Ponpidou (Paris), Salomon Gugenheim Museum (Nova Iorque), Staatlische Galerie am Lembachaus (Munique) e Stedelik Van Abbemuseum (Eindhoven).

O Prémio Universidade de Coimbra foi instituído para distinguir personalidades portuguesas nas áreas das ciências e cultura, e está dotado de 25 mil euros.

Já na sexta edição, este galardão distinguiu o neurocientista Fernando Lopes da Silva (2004), o actor Luís Miguel Cintra e o historiador António Hespanha (ex-aequo em 2005), a especialista em estudos clássicos Maria Helena da Rocha Pereira (2006), o matemático Marcelo Viana (2007) e o empresário José Epifânio da Franca (2008).

A distinção será atribuída em sessão pública na segunda quinzena de Março, pela primeira vez em sessão autónoma do Dia da Universidade, a 01 de Março, por impossibilidade do artista.


Lisbon born artist distinguished with the Culture and Arts Personality of the Year award.

The contemporary artist Julião Sarmento was awarded 2009’s University of Coimbra Award for his work in visual arts and its international projection.

“It is the name that distinguishes the award”, said Seabra Santos, the university’s chancellor. He also added that “Julião Sarmento’s international acclamation weighted on the decision. Learning is not only acquired within the university. It is necessary to diminish its position and to open its doors to the world and society.”

José António Bandeirinha, vice-chancellor for Culture of the University of Coimbra, mentioned that by giving the prize to Sarmento “an amazing work in contemporary art was being distinguished.

“His work has an enormous influence in visuals”, said Bandeirinha, who also added that in Sarmento’s long career there is “a strong artistic coherence.”

Seabra Santos also pointed out that Sarmento is an artist who does not limit his art to painting: he is also acclaimed by his video installation and intervention work, sculpture and photography.
Julião Sarmento was born in Lisbon in 1948 and studied Painting and Architecture in the Faculty of Fine Arts of Lisbon (Portugal). He was a lecturer in the Centre for Contemporary Art in Kitakyushu (Japan), in the Academy of Fine Arts, Munich (Germany), in the Marcelino Botín Foundation in Santander (Spain), and in the Faculty of Fine Arts, Complutense University of Madrid (Spain). He also represented Portugal in the Venice Art Biennial in 1997.

His work can be seen among Portugal’s public collections of the Calouste Gulbenkian Foundation, Caixa Geral de Depósitos Culturgest Foundation and the Serralves Foundation, but also in international collections of the “la Caixa” Foundation (Barcelona), the Hirshhorn Museum and Sculpture Garden (Washington), the Moderna Museet Malmö (Stockholm), the MoMA and the Solomon R. Guggenheim Museum (both in New York), the Centre Pompidou (Paris), the Städtische Galerie im Lenbachhaus and Kunstbau (Munich) and in the Van Abbemuseum (Eindoven).

The University of Coimbra Award was created to distinguish Portuguese personalities with outstanding achievements in the field of Science and Culture. It is worth 25,000 Euros (£22,050).

In its sixth edition, the prize was awarded to the neuroscientist Fernando Lopes da Silva (2004), to actor Luís Miguel Cintra and historian António Manuel Hespanha (shared, in 2005), to Maria Helena da Rocha Pereira, an expert in Classical Studies (2006), to the Mathematician Marcelo Viana (2007) and the entrepreneur José Epifânio da Franca (2008).

The award ceremony will take place in a public session in the third week of March. Due to the artist’s personal agenda, for the first time since its creation the ceremony will not coincide with the celebrations of the university’s day, March 1st.



Retirado de [Quotes from]: Jornal Público


Translated by: Maria José Anjos




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Exposição [Exhibition] – “Convite Cordial” – Plataforma Revólver

Exposição [Exhibition] - Convite cordial - Plataforma Revólver - LISBON


vistade 29 de Janeiro [January] a 20 de Março [March]
Inauguração quinta-feira [Inauguration thursday] 29 JAN 22h



Comissários [Commissioners]: Beatrice Catanzaro, Dani Soter e Victor Pinto da Fonseca




Rua da Boavista N.º 84, 3.º andar

1200 – Lisboa

PORTUGAL


CONTACTOS [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

Plataformarevolver@gmail.com




press-release – versão portuguesa



press-releaseenglish version (soon)



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O Espaço [Space] – Claudio Parmiggiani


“Na última Bienal de Veneza decidi retira-la da mostra. Achei que a forma como a obra estava a ser exibida era, para mim, uma forma inaceitável de a apresentar. (…) levei-a nos braços, como de uma criança se tratasse. Senti-me nesse momento como um animal que havia ferido qualquer coisa de vital e quisesse protegê-la de algo perigoso, e quis levá-la para um sítio secreto

Claudio Parmiggiani,
in “Stella, sangue, spirito”,
Paris, Ed. Actes Sud, 2004, Pag. 244


Claudio Parmiggiani sentiu o que a sua peça “Escultura de sombra” lhe estava a pedir. O que lhe era pedido acabou por ser de uma forma tão acentuada outro espaço, por não se ter adaptado ao lugar que lhe era estranho, estrangeiro. Claudio Parmiggiani entende o espaço circundante à obra como uma parte física da obra, e como elemento constitutivo do trabalho. Por isso, o trabalho vive ao máximo de si só num determinado espaço, porque esse espaço é a fonte da sua vida. Sem ele a obra de arte é impossível ser mostrada. O espaço que dá a obra ao mundo, é o mesmo que lhe deu origem, e segundo Claudio, ela não deve ser extraída desse espaço.


A obra de arte para Parmiggiani é como um ser vivo. Quando se encontra num novo espaço interroga-se, altera-se, transforma-se.

“Pensei que o corpo da terra fosse o melhor museu para acolher uma escultura. Uma escultura deixada dentro da terra como se fosse uma semente (…) nascida para nenhuma exibição, para nenhum público.”

Claudio Parmiggiani,
in “Stella, sangue, spirito”,
Paris, Ed. Actes Sud, 2004, Pag. 266


Esta relação obra – espaço, é uma ideia que enfatiza ainda mais a afirmação pós-modernista de que a arte se aproximava mais da vida, que o artista se devia servir dos elementos banais, dos fenómenos da sociedade da época em que vive. A obra de arte é entendida como um órgão germinado no espaço, como se o espaço assumisse um papel de ventre materno.


Relacionado com [Related with] – Arte efémera [Ephemeral art]


“In the Venice Biennale I decided to take it off the exhibition. The way the work was being shown was, for me, unacceptable. (…) I took it in my arms, like a little child. At that moment, I felt like an animal that had hurt something vital and wanted to protect it from danger; I wanted to take it to a secret place.”

Claudio Parmiggiani,
in “Stella Sangue Spirito”.
Paris, Actes Sud, 2004, p. 244

Claudio Parmiggiani felt his “Scultura d’ombra” beckoned what, in an emphasised way, turned out to be a different space because this work of art didn’t fit where it was: it felt like a stranger, an outsider. Parmiggiani sees the surrounding space of an artwork as a physical part of it, and as an intrinsic element within it. Therefore the work of art functions in a certain space because it’s its life source. Without it, the art can’t be displayed. The space that shows the world the work of art it’s the same that gave birth to it, and according to Claudio, it shouldn’t be taken away from it.
For Parmiggiani, the work of art is like a human being. When it finds a new space, it questions itself, changes itself, and transforms itself.
“I thought the earth was the best museum to take a sculpture in; a sculpture left inside the earth as if it was a seed (…) born to no exhibition, to no audience.”

Claudio Parmiggiani,
in “Stella Sangue Spirito”.
Paris, Actes Sud, 2004, p. 266

This relationship between artwork and space is an idea which gives even more emphasis to the concept that art is closer to life, that the artist should use trivial elements, the society’s phenomena from his time. The work of art is seen as an organ that germinates within space, as if space assumed the role of a mother’s womb.



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


Translated by: Maria José Anjos




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AICA/USA has awarded [premiou] Louise Bourgeois



The International Association of Art Critics (AICA/USA) has awarded Louise Bourgeois Best Monographic Show in New York City for 2007–08.

The exhibition, which was on view at the Guggenheim Museum from June 27–September 28, 2008, provided a full-career retrospective of Louise Bourgeois—an artist who has been at the vanguard of contemporary art for more than 70 years—and examined her intersection with many of the leading avant-garde movements of the 20th century, including Surrealism, Abstract Expressionism, and Post-Minimalism.

Nancy Spector, Chief Curator of the Solomon R. Guggenheim Museum and Curator of the Bourgeois exhibition in New York said, “We are deeply honored that our efforts have been recognized by the AICA. The award is a testament to Louise Bourgeois’s prodigious talent and to the vision of my colleagues at the Tate and the Centre Pompidou, Frances Morris, Marie-Laure Bernadac, and Jonas Storsve, who organized the retrospective.”

AICA was founded in 1948–49 in Paris and is made up of more than four thousand art critics. Winning projects in the U.S. were nominated and voted on by the four hundred American members of the association.

The awards ceremony will take place at the Guggenheim Museum in New York on March 2, 2009.


A Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) premiou Louise Bourgeois com o galardão de Melhor Espectáculo Monográfico em Nova Iorque para o ano 2007-08 nos Estados Unidos.

A exposição, que esteve patente no Museu Guggenheim de Nova Iorque de 27 de Junho a 28 de Setembro de 2008, apresentou uma retrospectiva de todo o trabalho de Louise Bourgeois – uma artista que esteve na vanguarda da arte contemporânea durante mais de 70 anos – e analisou a sua ligação com os movimentos artísticos avant-garde do século XX, incluindo o Surrealismo, Expressionismo Abstracto e o Pós-minimalismo.

Nancy Spector, curadora do Museu Solomon R. Guggenheim e da exposição de Bourgeois em Nova Iorque, disse: “Estamos profundamente honrados que os nossos esforços tenham sido reconhecidos pela AICA. Este prémio é a prova do talento prodigioso de Louise Bourgeois e da perspectiva visionária dos meus colegas da galeria Tate e do Centro Pompidou, Frances Morris, Marie-Laure Bernadac e Jonas Storsve, que me ajudaram a organizar esta retrospectiva.”

A AICA foi fundada em 1949 em Paris e é constituída por mais de quatro milhões de críticos de arte até hoje. Os projectos vencedores nos Estados Unidos foram nomeados e votados pelos quatrocentos membros americanos desta associação.

A cerimónia de entrega de prémios terá lugar no dia 2 de Março de 2009, no Museu Guggenheim de Nova Iorque.



Note: Quotations from ArtDaily – The First Art Newspaper on the Net


Traduzido por: Jorge Reis


Revisão de: Maria José Anjos




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A Temporalidade em [The timeliness in] Claudio Parmiggiani


polvere

Título [Title]: Polvere
Categoria [Category]: Installations
Materiais [Materials]: Fire, soot and smoke on wood
Dimensões [Dimensions]: h: 260 x w: 945 x d: 4 cm


Na década de 70, com a sua série “Deslocações”, Parmiggiani presta uma homenagem ao silêncio e às atmosferas impenetráveis de Orazio Morandi, astrólogo italiano, um dos primeiros mestres de Galileu Galilei, e actualmente mestre espiritual de Claudio Parmiggiani; a ausência do objecto, nesta série, é revelada pelas formas que ficaram marcadas na parede. A temporalidade vem aqui na medida em que o que é apresentado ao espectador torna-se no resultado da ausência desses mesmos objectos. É, portanto, um apelo à memória do espectador, numa atmosfera de mistério. O tempo é “aquele que reduz a acção ao traço e à essência/ausência”. Dominar o tempo significa intelectualmente capturá-lo e inclui-lo no trabalho. Desta forma o tempo é incluído no trabalho de Parmiggiani através de uma acção passada, dando lugar a um tempo onde só existem os indícios dessa acção que faz parte do passado, tornando o tempo nulo no instante em que a obra é apreendida pelo observador: “…é óbvio que o passado naturalmente faz parte de nós, como igualmente o é a natureza da presença e da memória de um antigo para um italiano. Passado presente e futuro numa obra vivida numa só dimensão onde o tempo não existe.” Esta operação é muito semelhante à de um alquimista. O objecto desaparece através de uma acção de um elemento natural como o é o fogo ou o fumo por exemplo e neste caso em específico.



A impressão que “Labirinto de vidros partidos” nos dá, relaciona-se com a nossa memória que tem origem nos indícios de violência que se fazem sentir. O pavimento está repleto de fragmentos afiados, que impossibilitam a circulação do espectador; nada resta para contemplar a não ser o que ficou de um acto destrutivo. “O que restou”, a ruína, memória, é o que é oferecido à experiência que é feita a partir dos fragmentos, como parte de uma unidade agora inacessível. O labirinto é uma construção do caos de uma forma organizada. Neste caso o labirinto de Parmiggiani foi construído segundo esta teoria certamente, contudo o que é mostrado é o pleno caos de uma unidade que foi corrompida por aquele acto.






















photo by Pierre Wachholder

and

photo by Philippe Agéa

No mosteiro Bridgettines em Bruxelas, Claudio Parmiggiani apresentou uma instalação completamente esmagadora. A instalação é constituída por um sino e por uma pirâmide de livros. Aqui o apelo ao espectador é feito em memória de um acto profano que havia acontecido neste mosteiro onde foi destruído todo o arquivo bibliotecário. 40.000 livros são apresentados em forma de pirâmide evocando um misticismo e sintetizando, simbólicamente, o sistema humano na sua utilização do livro como ferramenta para fortalecer as suas raízes do conhecimento. Na base desta pirâmide de livros estão livros que nos dão o indício de que anteriormente houve o princípio de um incêndio que foi interrompido. Este indício remonta a história do acto profano neste espaço.


With his series “Delocazione”, from the 70s, Claudio Parmiggiani paid homage to silence and the impenetrable atmospheres of Orazio Morandi, an Italian astrologist and one of the first mentors of Galileo Galilei. Morandi is Parmiggiani spiritual mentor. The absence of objects in this series is revealed by the shapes in a wall; the temporality witnessed by the visitor is a result of the absence of those objects. It then becomes an appeal to the visitor’s memories in this mysterious surrounding. Time is “what reduces action to trace and essence/absence”. Taking over time means to capture it intellectually and include it in work. This is how time is included in Parmiggiani’s work – through a previous action, replacing a time where there were only traces of that action, which belongs to the past. Time becomes null in the moment the visitor apprehends the artwork: “…it is obvious that the past is part of the human being, just like the nature of a presence or a memory of an elder is natural to an Italian. Past, present and future in a work of art is taken into a dimension where time does not exist.” This operation is similar to the one of an alchemist. The object disappears through an action of a natural element, like fire or smoke in this case

“Labirinto di vetri rotti” gives the impression of relating to the visitor’s own memories, and this feeling comes from signs of violence. The pavement is covered with sharpen fragments of glass, which make the visitor’s motion impossible; there is nothing to contemplate apart from what’s left of a destroyed action. “What’s left”, the ruins, the memory, is what’s offered to the experience drawn by the shattered glass, as if they were part of a unity, now inaccessible. The labyrinth is an organised construction of chaos. In this case, Parmiggiani’s labyrinth was built from a unity corrupted by that action.

In the Chapelle des Brigittines in Brussels, Claudio Parmiggiani presented a smashing art installation. “L’Isola del Silenzio” consists on a bell in bronze placed on the floor in front of an irregular pyramid of books. The installation triggers the visitor’s memories of the profane actions that happened in that monastery, where the entire library was destroyed. 40,000 books sit in a pyramidal shape, evoking mysticism and symbolically synthesising the human system in its book usage as a tools to strengthen the roots of knowledge. The books at the bottom of the pyramid give the visitor the indication of an interrupted fire, which is the sign of the profane history of that space.



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


Translated by: Maria José Anjos




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EMPTY CUBE – Lisboa [Lisbon]


Empty Cube

Exposição [Exhibition] – Ana Pérez-Quiroga 22 Janeiro 2009| 21.30h


EMPTY CUBE é um projecto independente, não comercial, aberto a propostas, e tem como objectivo ser um lugar para potenciar novas possibilidades onde cada artista se confronta com a especificidade deste espaço fechado, vazio e com dimensões reduzidas. Esta relação é essencial no sentido em que o limite não decorre apenas das condições que a sua dimensão proporciona, mas de uma articulação entre o trabalho do artista e a sua presença no espaço em estreita relação com o espectador. O projecto pode, eventualmente, ocorrer noutros espaços e lugares que se revelem interessantes para a continuidade do projecto.

Este projecto teve o seu primeiro momento, em Outubro de 2007, com “OUT OF THE CORNER OF THE EYE” do artista João Seguro, que sinalizou um momento experimental determinante para a sua continuidade sob a designação EMPTY CUBE.

O desenvolvimento do projecto terá uma calendarização anual e uma periodicidade bimestral podendo em casos excepcionais ser alterada. Os projectos apresentados terão uma apresentação única, com a duração de uma tarde ou de uma noite.

O espaço que acolhe o projecto EMPTY CUBE é cedido pela Galeria Filomena Soares e situa-se na Travessa da Manutenção – 4A, 1900-321 Lisboa.

Curadoria: João Silvério

Morada: [Address;] Travessa da Manutenção – 4A, 1900-321 Lisboa
emptycube08@gmail.com

MAPA [MAP]



*texto retirado do site do projecto EMPTY CUBE. – visite o site
*[The text was extracted from EMPTY CUBE project’s site.] – visit site please




EMPTY CUBE is an independent, non-commercial project that is open to proposals whereby artists explore and confront the specific typology of a closed, empty, confined space and all of its potential. This relationship with space is essential in that it not only conditions the artist’s work but also delineates a relationship whereby the work, its presence in space and the viewer are bound together. EMPTY CUBE may eventually be held in other sites or on other locations of interest to the project’s longevity.
Empty Cube celebrated its foundational moment in October of 2007 with the exhibition OUT OF THE CORNER OF THE EYE by artist João Seguro. This show was seminal in its experimentalism and has served to shape the continuity of this project.

Empty Cube has a yearly calendar of shows that will be held at regular intervals of two in two months. The periodicity of our shows is subject to change on exceptional occasions. Each show consists of a unique presentation over the course of an afternoon or evening.

The space that houses EMPTY CUBE has been generously loaned by Galeria Filomena Soares and is located on Travessa da Manutenção – 4 A, 1900-321, in Lisbon.

Curated by João Silvério




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