Nuno Miguel Henriques

“Nuno Miguel Henriques estudou Teatro e interpretação. Autor, Encenador, Co-produtor e Actor de Teatro, Assinalou em 2007, 20 anos de Teatro. Colaborou em mais de meia centena de peças de Teatro em centenas de representações em mais de 400 localidades do continente, regiões autónomas e estrangeiro.” 1

Nuno Miguel Henriques é apenas o nome do homem que viaja e transporta em Portugal de vilarejo em vilarejo, de aldeia em aldeia, mas também em cidades (embora que a preferência não caia nestes lugares), poemas ditos de Fernando Pessoa, João Villaret, entre outros. Os poemas são apresentados num sentido representativo figurativo, mas não no sentido representativo teatral, se bem que o teatro também se faz sentir nas suas apresentações. Através das palavras cria uma espécie de encantamento recital, que faz despertar os sentidos pela intensidade do som e das emoções que são provocadas pelas palavras e pelo seu sentido. Os poemas fazem-se acompanhar por música, um elemento que mais tarde ou mais cedo foi apercebido como fundamental no acompanhamento das intensidades figurativas que se apresentam nos poemas.

Existe um sentido híbrido neste trabalho de Nuno Miguel Henriques. Não se pode dizer que este projecto é um projecto de teatro, ou música ou poesia, ou que aquilo que Henriques faz é um recital de poesia, nada disto é certo, nada disto é concreto, apenas tudo isto se sente e tudo isto é intenso.

O que é de enaltecer é o sentido que Nuno Miguel Henriques quis dar ao seu projecto. O sentido descentralizador está anexado à sua apresentação e aos locais onde a faz. Regra geral, nota-se uma preferência por lugares onde existe um número muito reduzido de pessoas, e que por norma é no interior do país. A razão pela qual Henriques o faz é por saber conscientemente que aquelas pessoas precisam também elas de cultura e se elas não têm meios para chegar a centros culturais ou outros lugares da cultura por impossibilidade móvel, porque não fazer com que a cultura chegue até elas? É esta a questão que dinamiza este projecto, é esta a questão que deve ser colocada por todos nós. Recomendo!


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“Nuno Miguel Henriques studied Acting and worked as an author and as a theatre director, producer and actor. In 2007 he celebrated 20 years of a career dedicated to the stage. He participated in more than 500 theatre plays and in hundreds of stage adaptations that were performed in more than 400 locations in Portugal, Madeira and Azores and abroad.”

Nuno Miguel Henriques is just the name of a man who travels around the country reading poems by Fernando Pessoa, João Villaret and others, from town to town, from village to village, and also from city to city – although these aren’t his favourite areas. The poems are presented in a figurative-representative way but not in a theatrical-representative one, even though you can still feel the dramaturgic influence in Henrique’s presentations. His way of conveying words is filled with a kind of enchantment which awakens the soul by the intensity of the sound and the emotions unleashed by the words and their meaning. The poems are accompanied by music, which turned out to be considered a crucial element in the representation of the figurative intensities contained within poetry.

There is a hybrid notion in the work conducted by Henriques. We cannot say that this is a project about theatre, music or poetry, or that what Henriques does is to recite poetry. None of it can be certain. None of it can be concrete. It can only be felt. And it feels somehow intense.

What should be praised is the entire concept that Henriques brought into the project. Its decentralised approach is linked to the recitations and the places where he delivers them. The common aspect of all the shows is the preference for areas where there is a reduced number of inhabitants, which is usually inland. The reason why Henriques does it is because he knows these people need culture too. If they don’t have the means to reach cultural centres and places due to transport limitations, then why not bring culture to them? This is the logic behind the entire project and the question we should all ask ourselves. We recommend it!



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


Translated by: Maria José Anjos




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