CAIM

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Caim é o nome da personagem que dá título ao novo e polémico livro do prémio Nobel Português José Saramago. Polémico porque trata sobre uma coisa que se chama Religião Católica. Fiquei um pouco surpreendido com algumas declarações de alguns dos representantes que foram questionados a dar a sua opinião quanto às palavras ditas por Saramago na apresentação do livro. Quanto a mim nada melhor, seja para o que for, começar com uma polémica. Não quero com isto dizer que José Saramago montou uma estratégia muito bem montada contra a Igreja e os seus escritos. Nada disso!! Acho que é perfeitamente natural, um indivíduo, seja ele quem for, expressar a sua opinião acerca do que o rodeia. No entanto dizem que há limites para o fazer!!! Então o que dizem estas pessoas que afirmam haver limites quando dizem “liberdade de expressão”. Se vivemos em Portugal numa Democracia o slogan dela tem que ser mesmo liberdade de expressão. Não me parece que seja isso que estejam a fazer os que “em nome de Deus” vieram falar à televisão desancando no Saramago.

As críticas que Saramago faz à bíblia são tão credíveis como as críticas que a igreja faz a nós próprios. Por isso, como ninguém possui “a verdade absoluta”, e como Caim e a sua história são abstractos, tal e qual todas as personagens que integram as histórias da Bíblia, não pode haver mentes feridas por causa de se fazer uma confusão das palavras com a realidade. Uma coisa é o Saramago estar a contar a história do seu novo livro cujo tema é a questão indissociável da condição humana, e outra coisa é o Saramago estar pelas ruas a difamar a Igreja de forma gratuita. Daí eu achar que os representantes da Igreja Católica terem caído no erro de, forma gratuita, ter chamado Saramago de ignorante e de burro. Acho que não é lá muito ético criticar-se uma coisa , em que circunstância for, enxotando-a ou caluniando-a só pelo simples facto de se sentirem tocados pelas palavras por ele ditas. Simplesmente não entendo certas afirmações proferidas pelo Euro-Deputado Dr. Mário David que com uma objectivação puramente desenquadrada do tema de liberdade de expressão e liberdade de criação ousou usá-las para simplesmente aparecer e dar de si a sua aparência em forma de má intervenção política, ou até mesmo de Sousa Lara comparando Saramago a Berlusconi!!!!

Saramago em entrevista à Lusa sobre o tema do seu livro disse – “Nós, os homens, criamos Deus à nossa imagem e semelhança, não ao contrário. Por isso é tão cruel, má pessoa e vingativo. Deus e o demónio não estão no céu nem no inferno, estão na nossa cabeça.” E é mesmo na nossa cabeça que está. Agora cada indivíduo trata esta coisa do Deus à sua maneira.

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Bienal de Cerâmica Artística

Bienal de cerâmica artística



Bienal de cerâmica artística abre em Aveiro



fonte – Jornal de Notícias



O edifício da Antiga Capitania acolheu pelas 15 horas, a primeira de quatro inaugurações de mostras de cerâmica integradas na IX Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro.

“Sabores da terra / Sabores de la tierra” reúne 96 pratos em cerâmica de 24 ceramistas portugueses e 24 espanhóis, em que cada um dos artistas apresenta duas obras. Pode ser visitada até 15 de Novembro, de terça-feira a domingo, das 14 às 18 horas.

“Bienal de Cerâmica – 20 anos – retrospectiva”, no Museu da Cidade de Aveiro, que vai reunir obras que concorreram em edições anteriores da bienal, trabalhos pertencentes ao espólio municipal. Aberta também até 15 de Novembro, recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 10 às 12 horas e das 14.30 às 18.

A IX Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, no Museu de Aveiro, está patente até 15 de Novembro, poderá ser apreciada de terça a domingo, das 10 às 17.30 horas.

Por último na Galeria Municipal no Paços do Concelho, existe uma mostra “Figuras Tradicionais da Região de Aveiro – Cerâmica de Alberta”. Esta é uma exposição individual de cerâmica sobre figuras características da região, nomeadamente as profissões relativas à ria.



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Gabinete de arquitectura português homenageado

GABINETE PORTUGUÊS HOMENAGEADO COM PRÉMIO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA

No passado dia 8 de Outubro foram divulgados os resultados do PREMIO MAESTRI COMACINI 2009, prestigiado concurso trienal que visa distinguir a qualidade do projecto e da obra como expressão cultural entre projectista, cliente e empresa de construção, de acordo com a filosofia dos “Grandes Mestres de Como”. Este prémio é atribuído nas categorias de Novas Construções, Recuperação de Construções Existentes, Requalificação Urbana e Infraestruturas, e Interiores.

Ao gabinete Cremascoli, Okumura e Rodrigues, arquitectos foi atribuída a Menção Honrosa na categoria de Requalificação Urbana e Infra-estruturas, com o projecto para a Requalificação Urbanística e Funcional da Praça Garibaldi e do Quarteirão Annoni. O gabinete também participou recentemente na exposição Habitar Portugal 2006-2008, no espaço Multiusos da Marina de Cascais, ao lado de nomes consagrados como Álvaro Siza, Souto de Moura ou Carrilho da Graça.

italia Requalificação Urbanística e Funcional da Praça Garibaldi



Para informações adicionais contactar:

Lisa Belchior
rua de santa catarina 42 – 3.º dir.fr. | 4000-441 porto | portugal
lisa.belchior@corarquitectos.com | t. 222 081 561 | f. 222 018 008



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The Subjecters

alta resolução
Subjecter
Thomas Hirschhorn em la casa encendida – Sala A



Thomas Hirschhorn
“The Subjecters”
la casa encendida – Madrid
até dia 05 de Janeiro de 2010

Comissário: Ignacio Cabrero



“The Subjecters”, primeira exposição individual do artista Thomas Hirschhorn em Madrid, é, segundo o artista, um “comentário sobre o mundo em que vivemos, esgotado, caótico, cruel, mas por sua vez também harmonioso e encantador”. Podem-se ver instalações, esculturas, e montras com manequins no seu interior.

O trabalho de Thomas Hirschhorn (Berna 1957), caracteriza-se por ser uma reflexão comprometida sobre a realidade contemporânea. Fazendo uso das distintas disciplinas, como a escultura, o vídeo ou a instalação, Hirschhorn desenvolve um trabalho que se liga à crítica social e política.

Através da utilização de materiais do quotidiano, como a fita adesiva, o cartão, fotocópias, ou, neste caso, manequins, representa situações universais de forma transversal e directa. Através dos manequins que nos apresenta Hirschhorn em jeito de representação do “Nós”, fala-nos de uma “ferida universal”, que quer dar forma à afirmação “Eu sou responsável por todas as feridas”.

O artista produziu duas novas peças: “Tool Vitrine” e “Subjecter”, que dá título à exposição. Na vitrina “Tool Vitrine” um manequim parece querer acertar-nos com um martelo, mas também poderia estar simplesmente a cumprir com o seu trabalho, rodeado por todo o tipo de ferramentas. São utensílios familiares aos habitantes das zonas industriais como Aubervilliers, de onde se encontra o estúdio do artista. No meio das ferramentas, como se de uma manual de instruções se trata-se, está a “Ética” de Spinoza, um dos livros favoritos de Thomas Hirschhorn. Na obra “Subjecter”, um só manequim completamente perfurado com pregos, aparece fora das vitrinas, como uma representação fetichista de uma figura humana.

Nas obras se pode observar que os manequins estão “conectados” com a sociedade, e através das tatuajens sobre a superfície de “4 women”, e através das revistas que enfatizam o cuidado do corpo na vitrina “Mono Vitrine (Interview)”, dos livros de arte sobre Goya que nos recordam os desastres da guerra em “Mono-Vitrine (Goya)”, as ferramentas na peça “Tool Vitrine”, o os bonequinhos manga em “INGROWTH”. Completa-se a exposição com duas instalações situadas no centro da sala, “Black & White Hemisphere” e “The One World”.



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Seeking Time, in Space (Scene Three)

A Train Ride

The best hours of elementary school were whenever we had a free period or two at the end of the school day, often because a teacher was absent for one reason or another. The school attendant Amm Ibrahim would come to tell us in his strong voice: “The teacher isn’t here today… You’re free!” We always screamed “Let’s go! Let’s go!” and then jumped like apes from on top of the benches and thronged through the classroom door as if anyone who were just a moment late would be imprisoned in the school, or as if Amm Ibrahim could go back on his word at any moment.
This last hour was one of my rare chances to explore new and distant places, like Columbus. Sometimes one of my schoolmates would come with me to Al-Qalaj or Al-Marg or Izbat An-Nakhl, or sometimes I would start off in the direction of Ain Shams to the west.3 These places were all thresholds onto the Nile delta, and for me they represented nothing less than a wondrous, unknown world. I was fascinated by the strange animals I saw there (especially the young ones), and I used to gaze at the unfamiliar trees and eat as many fresh fruits and vegetables as I wanted. And of course, there were all those delicious things that my friends’ mothers would offer me, such as fatir mishaltit and qishda 4 and homemade bread; and finally there was both the soft and sun-baked varieties of bread, as well as all those other delicious foods, some of which we often bought from the grocer while others we received only very rarely.

One day I decided to carry out a somewhat risky plan on my own: There was a freight train that passed near our house on a slope as it made its way towards Suez. The train slowed down considerably on the slope, so I knew it would be possible to jump onto it and then get off a few minutes later near our house, or at worst a short distance away from it—and in those few minutes, I could discover a whole new world. I had to wait a long time before I could put this plan into action, for I needed enough free time to carry out the illicit expedition without any of my teachers or my family (or their acquaintances) finding out about it.

Then, one day, everything fell into place: The train passed by on schedule and slowed down just like it always did; I ran alongside it and easily jumped into the last car. I sat there whistling in joy and triumph, with my feet dangling out the train that was slowly dragging itself along and clattering marvelously. It let off a loud whistle while I happily counted the ties between the rails beneath me. The train crossed a surprisingly large distance (considering how slow it was going), and let out another whistle and began to pick up speed as I sat there humming to myself. I suddenly realized that the railroad ties were going by much more quickly now, and soon we were moving so fast that I could no longer make out the individual ties. The train let out another (much longer) whistle as it moved forward, and now its clattering took on a sharper pitch. I tottered in the last car, holding tightly onto my bag. I looked out to the left and found that I had passed the last of the houses that I recognized and was now a good distance from home. The train was passing the bedouin huts on the hills, and I knew the desert would begin beyond them. The thought of the train taking me all the way to Suez terrified me, so I resolved to take immediate action. I threw my bag out the train, and a moment later it was a mere point in the distance. There was nothing left to do but hurl myself at the pebbles and the sand…
I stood up in pain; I was covered in dust and had scraped both my knees and one of my elbows. Yet I smiled in satisfaction at the tail of the train that was getting smaller every moment, and walked back to my bag to find that my fountain pen had broken and stained both the bag itself and the notebooks inside it. I returned home later than usual that day. My mother saw the scrapes on my elbow and knees, but before she could utter a word I said: “We had sports class today!” She believed me, and told me to go clean myself up and get ready for lunch.

I entered the house delighted that this adventure had ended up well, an adventure in which I had seen (on my walk back home) many wonders: the bedouin houses built of clay and palm fronds, as well as a great number of goats, sheep, camels, donkeys and dogs. There were also all those new scents and smells that I would never forget, and the many strange and unfamiliar faces that I gazed at as I walked—so different from the well-known faces that I always saw on my usual stroll home from school.

The thought crossed my mind that I would have perhaps seen even greater wonders if I had gone all the way to Suez and then returned on foot—at the time, I did not realise how far Suez really was from Ain Shams. Yet this adventure was a great one to tell my schoolmates about, and perhaps I would someday repeat the experience to a place a bit farther away.



< previous scene / next scene >



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Nietzsche, Post-Anarchism and the senses Vol.IV

In the arena of politics, anarchism existed by letting the senses speak. Anarchism is, simply, senses speaking.

*In “Gramsci is Dead” [5], very interestingly Day says, “At the same time as he reproduced much of what came before him, however, Bakunin made certain advances that are relevant to the emergence of the logic of affinity”. Basically he means that, although Bakunin repeated many hegemonic, non-anarchistic stuff like Proudhon, Godwin and the like, at certain moments he came close to being anarchistic, and some of his steps were relevant for the emergence of anarchistic politics!

Prejudice about a modernist anarchism is so strong that when these writers see an anti-modernist aspect of Bakunin for example, they either take it as an exception or something said inadvertently, or worse, as a contradiction! For example for Call, “Bakunin provides us, perhaps quite inadvertently, with a point of departure for postmodern anarchism.” [6] Here, Bakunin says science was marred by a dangerous and disturbing statism. So when Bakunin talks against science, he is talking “inadvertently”, but when he talks for science, that should be what he actually believes wholeheartedly. Why is that? Why then the ‘Bakunin effect’, the ‘Bakunin heritage’ is not the effect of a ‘science admirer’ but a creative man of deed and anarchist theory? How do we know if he said this inadvertently or not? Similarly, when Newman finds out that Kropotkin and Bakunin seemed anti-essentialist in some of their claims, he interprets these as ‘contradictions’! Whereas, the only contradiction is between the modernist image of anarchism and the real ‘anarchist effect’.

*Call sees Bakunin’s politics as a Royal science. But when we see ‘new anarchism’, as formulated by David Graeber, as a movement that takes organization principles as its ideology, what kind of a human essence will we find here? Is ‘new anarchism’ a nomad science or a royal science?



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Footnotes

5. Ibid., p. 113.
6. Ibid., p. 68.



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