Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan, Untitled, 2003
Courtesy Rachofsky Collection, Dallas, TX
© Maurizio Cattelan Photo: Michael Bodycomb



Maurizio Cattelan
February 12 – August 15, 2010

The Menil Collection
1515 Sul Ross Street
Houston, Texas 77006
Tel 713-525-9400
Fax 713-525-9470

http://www.menil.org

Curated by Franklin Sirmans



Press-release

Contemporary Italian artist Maurizio Cattelan (b. 1960) is known for his witty embrace of semantic shifts that result from imaginative plays with materials, objects, and actions. In his work, contradictions in the space between what the artist describes as softness and perversity wage a sarcastic critique on political power structures, from notions of nationalism or the authorities of organized religion to the conceit of the museum and art history. Like the traditions established by Dada and Surrealism, his uncanny juxtapositions uproot stable understandings of the world around us. For Cattelan ev

en the banal is absurd. As he has said, “Comedians manipulate and make fun of reality. Whereas I actually think that reality is far more provocative than my art.”

The exhibition at The Menil Collection, organized by Franklin Sirmans, curator of modern and contemporary art, will be the artist’s first solo show in Texas. The exhibition will focus on recent large-scale works that premiered in Europe in 2007 and will feature sculptures that range in tone from the melancholic and politically contentious to the decidedly irreverent. It will include the monumental and unsettling memento mori, Untitled, 2007, a suspended taxidermied horse with its head buried in the wall, and Ave Maria, 2007, a series of saluting arms that extend from the wall. The translated title “Hail Mary” remains intentionally ambiguous, much like the various cultural meanings conjured up by gestures of allegiance.

Cattelan will also realize additional works for the exhibition in response to site visits to The Menil Collection campus and the museum’s world-famous collection of Surrealist works. Significantly, these pieces will also mark the artist’s return to sculpture-based practice. For the last five years his work has largely centered on publishing and curating. Projects have included the founding of “The Wrong Gallery” in 2002 and its subsequent display within the collection of the Tate Modern from 2005 to 2007; collaborations on the publications Permanent Food, 1996– 2007, and Charley, 2002–present (the former an occasional journal comprising a pastiche of pages torn from other magazines, the latter a series on contemporary artists); and the curating of the Caribbean Biennial in 1999 and the Berlin Biennial in 2006.



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Porque é que nunca houve mulheres artistas que conseguissem chegar a ser grandes artistas?

Aqui está uma excelente pergunta, porque confesso nunca me ter perguntado sobre isto. Segundo Linda Nochlin, as mulheres artistas são mais introvertidas, mais delicadas e mais pronunciadamente expressivas na forma como fazem arte, e chega a comparar ambos os sexos em distintas e variadas formas de estar na sociedade, como por exemplo na profissão.

«Um homem que tenha a necessidade de envolvimento feminino com bebés ou crianças, ganha o estatuto de Pediatra ou Pedopsicólogo, com uma enfermeira (uma mulher) para fazer o trabalho rotineiro; aqueles que se sentem estimulados pela culinária criativa podem vir a ganhar fama de Chef de cozinha; e claro, os homens que se sentirem preenchidos pelo que é habitualmente denominado de “interesses artísticos femininos” podem vir a ser chamados de pintores ou escultores, em vez de serem assistentes de Museu voluntários, ou ceramistas em tempo parcial, tal como as suas homólogas femininas acabam; tanto quanto a sua habilitação profissional permite, quantos homens estariam dispostos a trocar a sua profissão de professores ou researchers por trabalhos “não-remunerados”, assistentes ou dactilógrafos de researchers em tempo parcial ou amas a tempo inteiro e por trabalhadores domésticos.» (NOCHLIN, Linda; 1988)

É certo que ainda hoje existam muitas diferenças entre os dois sexos no que diz respeito à profissão. Isto pode-se, desde logo, constatar na diferença salarial entre uns e outros com os mesmos cargos profissionais. Mas no sistema actual da arte vejo que, progressivamente, tem vindo a passar-se o contrário. Tem vindo a haver um crescendo índice de mulheres a ocupar cargos directivos de museus que o contrário, por exemplo. Há mais mulheres na programação, gestão, produção e comunicação, e outros cargos que eu, por lapso, possa não estar a incluir aqui, cujos não exigem um elevado grau de criatividade comparando-se com a actividade de um artista plástico ou de um curador, por exemplo. Acho que isto acontece porque as mulheres destacam-se por terem maior capacidade empreendedora que os homens. Isto é apenas uma constatação que faço, ao ver que num período de crise, como o foi no segundo semestre do ano 2009, as empresas que eram dirigidas por mulheres, conseguiram, antecipadamente, aperceber-se do que deviam fazer, efectivamente, para não cair na falência. Penso que essa será uma característica que se revela hoje como um forte argumento contra os homens.

Contudo e embora a questão porque é que nunca houve mulheres artistas que conseguissem chegar a ser grandes artistas? seja uma questão bastante pertinente de se colocar, sinto que, hoje, não há lugar para se falar de novos grandes artistas, porque para ser realista, quando terá sido a última vez que se falou num Grande Artista, num Génio?

Hoje isso só acontece nos filmes! Se considerar um grande artista como sendo aquele que vende imagens, posso facilmente recordar-me que Madona, por exemplo, e sendo ela mulher, foi, e continua a ser, uma sábia vendedora da sua própria imagem, ou melhor, os marketeers e todo o sistema souberam bem o que fazer para a tornar numa estrela pop. Quanto á música… bem isso é melhor nem dar a minha opinião. Será ela uma grande artista como tantas vezes se pode constatar nos órgãos de comunicação social? E já agora, são os órgãos de comunicação social que define o que é e o que não é um grande artista? Pelo menos é deles que se servem os artistas pop, porque sem maneira de divulgarem a sua imagem não poderiam jamais ter existido. O mesmo aconteceu com Andy Wharol, que fez da sua vida um estrelato mediático, um chamariz para os órgãos de comunicação. Os órgãos de comunicação adoravam-no, e as suas obras precisavam disso. As declarações do artista à imprensa faziam sempre parte da estratégia de Wharol e enfatizavam a condição pop das suas obras.

Contudo só pelo simples facto de se classificar ou até mesmo categorizar um artista, independentemente de ser homem ou mulher, está-se a fazer uma distinção. Essa distinção terá que ter a ver com o gosto pessoal, e quanto a isso nada a fazer ou a contestar, mas se for pronunciada pela crítica, é uma distinção que coloca o artista na condição da sua produção ser mais facilmente aceite pela sociedade, e em sequência mais possibilidades de este “reinar” no mercado das suas obras. Tomo como exemplo Damien Hirst, por muitos denominado como o “Pai da Arte Britânica”, tornou-se no artista mais caro de sempre nos leilões. Vendeu a sua escultura “Anatomy of an Angel” no leilão da galeria londrina Sotheby’s por uns descomunais 1.226.181€, concluindo uma excelente ronda de vendas com uns sensacionalistas 126.717.600 milhões de euros. E é isto que faz de Damien Hirst um grande artista? Não, porque por esta ordem de ideias em Portugal temos duas artistas, Paula Rego e Joana Vasconcelos, que também vendem abundantemente a sua produção e até mais que outros artistas homens portugueses, e não são consideradas grandes artistas. Por isso excluindo das hipóteses que o comércio da obra possa ser um dos factores que estipula socialmente o que é ou não é um grande artista, sobra debruçar-me sobre a origem do “Grande Artista” na história da arte.

Segundo a noção histórica da autora, a origem do “Grande Artista” vem daquele que é genial no que faz, e ser genial é ter embutido na sua alma uma força atemporal e misteriosa que lhe concebe, perante a sociedade, a designação de Grande Artista.

«Os poderes sobrenaturais do artista como imitador, o seu forte controlo, possivelmente poderes perigosos, funcionaram historicamente para o destacar dos outros como um Deus criador, o que cria alguma coisa a partir do nada.» (NOCHLIN, Linda; 1988)

E de onde vem essa capacidade única de os artistas saberem traduzir a realidade de forma tão fiel que a representação parece tão real quanto a realidade que representaram? Se eram “poderes” exclui-se a hipótese que esses artistas tenham sido ensinados a ter “poderes”. Auto-didactas? Também não me parece. Segundo a autora, era uma capacidade inata. Já fazia parte do indivíduo esse condão que o faria, não muito mais tarde, ser um Grande Artista. A verdadeira condição de “filho de peixe sabe nadar”, poderá estar na origem disto. Mas e porque é que essa capacidade inata nunca aconteceu a uma mulher? Será, na minha perspectiva, porque as mulheres, não tinham privilégios na religião e eram interditas a informações de cariz intelectual, e filosofias que pudessem vir a pô-las numa condição libertadora e originar a revolta feminina contra o sistema? A mulher, para a religião, será sempre a culpada de todos os males e por isso a sua condenação será a tempo indeterminado a submissão à vontade do homem. Não tendo elas a oportunidade de serem vistas de outra forma pela religião, limitaram-se a ter que cumprir com o que Deus lhes condenara?

E foi esta a principal luta dos movimentos feministas que surgiram em Inglaterra e Estados Unidos da América nos séculos XIX e finais do século XX. Estes pretendiam equilibrar a desequilibrada balança dos direitos sociais e políticos. Esta luta reflectia-se também na sua arte. Contudo, e segundo a autora, estas feministas erraram quando lhes foi pedido o seu conceito de arte. A perspectiva das feministas sobre arte era uma perspectiva pobre em conceito e muito naif. Para elas a arte era o veículo de expressão dos seus sentimentos de revolta e que pretendiam transmiti-los para a sociedade. Assim, a estratégia ficou entorpecida e absorveu-se. A nível social foram conseguidas grandes conquistas, como o seu direito ao voto, crescimento das oportunidades de trabalho e salários mais próximos aos dos homens, embora que muito longe ainda de oportunidades e promoções que se possam equiparar, direito ao divórcio, e o controlo sobre o próprio corpo na saúde, e agora em alguns países desenvolvidos, o direito ao aborto. Contudo, em 1949, a declaração de Simone de Beauvoir em O segundo sexo, defende que a hierarquia entre os sexos não é uma fatalidade biológica mas sim uma construção social. E isto vem estreitar ainda mais o conceito de que a mulher pode ausentar-se de tudo aquilo para o qual lutou e preocupar-se unicamente com a sua aptidão de formar e cuidar da família? Será sempre esta a concepção que delimita o que deve uma mulher fazer?



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O falso mercado das coisas

As palavras “Indústria” e “Criativa”, nunca antes tinham sido utilizadas uma imediatamente a seguir à outra para explicar um fenómeno social que foi percebido nos anos 40 por Theodoro W. Adorno. Isto permitiu estreitar a ilusão sobre as práticas puramente comerciais de um grosso das instituições criativas como a rádio e a televisão, por exemplo. “Os segmentos que constituem hoje o fenómeno Indústrias Criativas são segmentos do sector criativo da Publicidade, Arquitectura, Artes e Antiquários, Artesanato, Design, Design de Moda, Cinema, Vídeo, Software Interactivo de Entretenimento, Música e outras Artes Performativas, Edição, Software, Serviços de Informática, Televisão e Rádio. Havendo relações económicas com outros domínios, tais como o Turismo, Museus e Galerias, Património e Desporto.” A evolução destes segmentos e o aparecimento de alguns desde os anos 40 até hoje, ao contrário do que dizem, não foi nem é tecnológica, isso é apenas uma forma pomposamente artificial que as indústrias têm de enganar o comprador/consumidor e iludi-lo a comprar para se fazer sentir parte de um grupo de pessoas, que são mostradas pelas mesmas indústrias de forma artificial com sendo “o grupo ideal ao qual tu também deves fazer parte!” (esta geralmente é a mensagem que se encontra nas publicidades). Esta é a política de hoje! O que hoje é produzido, só pelo simples facto de ter sido hoje criado, não será necessariamente sempre melhor do que o que foi produzido antes. Na verdade, muitas das coisas que são feitas hoje, são sempre piores que as que foram feitas antes, só que apelam ao interesse através do seu aspecto estético porque foram trabalhados para esse fim. Não é por acaso que o tempo de vida de um objecto ao longo dos tempos tende a vir a ser cada vez menor, para acelerar o processo cíclico de compra em jeito de reiteração do mercado. É um pouco como ser crente numa religião. Nada é concreto, nem mesmo as palavras, e tudo é aceite como se fosse realmente a coisa mais verdadeira do mundo, mas na verdade não o é. Porque é que se acha que a bíblia, por exemplo, é o livro mais lido em todo o mundo? Não será porque quando é lida, é lida para vários grupos de forma padronizada e ritualizada?…

Tomo como exemplo, o comércio de música. Hoje os discos de Vinyl foram completamente banalizados pelos Cd’s, porque tornaram-se demasiadamente grandes para transportar (este foi o pensamento que o mercado incutiu nos compradores) e porque envolviam custos de produção elevados. Já ninguém, ou quase ninguém, compra discos de Vinyl. No entanto e por sua vez, os Cd’s também já têm os seus dias contados por causa dos mp3’s. Se se tomar consciência apenas na qualidade de som que cada “evolução” trouxe, deparamo-nos com a chocante falta de qualidade que os Cd’s nos oferecem comparativamente com os discos de Vinyl, e ainda pior se se comparar o incomparável, ou seja, os mp3’s com os Vinyls. Comprimir, comprimir, comprimir! A onda de som quando é comprimida torna-se menos rica sonoramente. É esta a noção de evolução na distribuição da música no mercado?! Não parece que seja a mais correcta. Pode-se, no entanto, não comprar Cd’s nem mp3’s e gastar o dinheiro bem gasto num concerto. O pior é que até os concertos já apresentam muito pior qualidade que nas décadas libertadoras e criativas 60 e 70, por exemplo, e no final do concerto lá está a famosa barraquinha com Cd’s e t-shirts, porta-chaves e tudo mais que se possa imaginar à venda. Como se pode constatar, em todos os casos, seja os concertos, os discos de Vinyl, Cd’s, ou mp3’s, existe uma desmultiplicação do comércio da música camuflado por um apetrecho progressista da imagem. Hoje uma banda sem imagem não vende! Vejo só uma resposta a isto. O Marketing, porque serve-se sempre de algo que seja concreto ou aparentemente concreto, utiliza maneiras de persuasão para seduzir o público-alvo para um produto. É como acontece nas religiões quando mostram uma idealização de um santo ou de um Deus! É tudo feito em jeito ilustrativo da coisa ou da ideia. Para se ter a noção como é que isto funciona no mercado de uma outra Indústria, desta feita a Indústria do Cinema e a sua distribuição em Portugal, deixo um excerto de um texto de António Quintas, especialista de marketing de Cinema.

“Neste final de ano, acentuou-se uma preocupante dependência do mercado nacional em relação aos blockbusters. O público para outro tipo de filmes parece ter-se afastado das salas, criando um vazio entre “filmes grandes” e “filmes pequenos”. A famosa expressão “pescadinha de rabo na boca”, que designa um ciclo vicioso ou algo que se perpetua por responsabilidade própria, aplica-se como uma luva ao estado presente da distribuição e exibição de cinema em Portugal. Refém do medo da crise e das notícias que profeciam desgraças provenientes da pirataria e da desertificação das salas – papões que regressam ciclicamente – o sector assumiu uma posição defensiva. Nota-se uma diminuição nos orçamentos de marketing dos filmes e apenas uma pequena parte das estreias em Portugal tem uma campanha de lançamento digna desse nome. Os restantes são colocados nas salas com a secreta esperança de que a imprensa fale deles, que a palavra se espalhe e que, apesar de tudo, não dêem prejuízo. É uma atitude que se compreende, numa altura de retracção económica generalizada. No entanto, esta aversão ao risco tem consequências que já se fazem sentir.”

Deste excerto toma-se nota de três coisas: O mercado é um ciclo vicioso que aposta sempre na mesma coisa; a principal preocupação desta indústria é vender sem que tenham prejuízos; A estratégia caiu num fosso lamacento e pretende renovar-se e forma a trazer as mesmas pessoas, mas apresentando menos qualidade técnica.

A outra cara do mercado não passa de um “esquematismo de procedimentos que mostram o mesmo produto (..) mecanicamente diferenciado acabando por revela-lo como sendo sempre a mesma coisa.” Isto origina uma falsa identidade que se apresenta como uma outra escolha, mas que na verdade é apenas uma alteração estratégica de nomes / marcas para embutir um sentimento no comprador / consumidor de sensação de estar a consumir uma coisa completamente diferente da outra. Já Platão dizia que a coisa não se pode confundir com o nome dela mesma nem com a imagem, porque se assim fosse tudo se tornaria confuso e ninguém distinguiria a coisa do nome da coisa nem a coisa da imagem da coisa. Tudo seria duplo de si mesmo. Hoje existe essa confusão, e é sentida nas várias camadas do mercado. Confundir a origem de produção (um só nome, uma só empresa) com o seu desmultiplicamento em vários nomes diferentes (várias lojas com nomes diferentes) é o exemplo que o Adorno deu e que foi citado mais acima e que se aplica na nossa contemporaneidade. Uma cadeia de Hiper-mercados é o reflexo disto, embora não sendo uma Indústria criativa. As prateleiras nunca estão no mesmo sítio para nos obrigar a olhar para outras coisas que não foram percebidas numa visita anterior. Os folhetos apresentam promoções de coisas que estão perto de passar o seu prazo de validade, ou existem em pouca quantidade, ou estão já há demasiado tempo para ser vendidas. Os packs dos produtos obrigam-nos a levar um produto-extra, por isso pagamos mais. Na secção das frutas e legumes, já poucas coisas se vendem avulso e apresentam-se cada vez mais com menor qualidade. As marcas brancas!… E por fim, todos os Hiper-mercados são um mesmo.

Para além disto o sistema falsamente faz pensar que o acesso é múltiplo e de escolha ampla e em alguns casos é livre, mas de facto o acesso nunca é livre. Um download grátis na Internet nunca chega a ser grátis, por exemplo, porque o serviço de Internet é sempre pago só pelos simples facto de ser utilizado. No fundo nós neste sistema somos como o burro que corre atrás de uma cenoura. Por muito que o burro corra, não vai conseguir apanhar aquela deliciosa e alaranjada cenoura que diante dos seus olhos se apresenta. Por muita sorte que tenha conseguirá apenas aquelas desinteressantes folhas verdes da cenoura, que por se balançarem deu a única oportunidade para que o burro pudesse contentar-se com uma ou duas trincadelas das folhas.

Vivemos no sistema da “montage” e das “collages” das mesmas coisas repetidamente repetidas que se repetem num loop, mas com o nível de espectacularidade no extremo, tornando tudo muito confuso e pouco definido para que o comprador / consumidor não saiba concretamente o que realmente está a consumir. Daí usar-se cada vez mais uma frase abre-olhos: “Hoje ninguém dá nada a ninguém” ou “isso é fogo-de-vista”. A bem dizer, hoje há muitas coisas que são feitas abandalhadamente. A despreocupação na apresentação das coisas convenientemente está implícita.



Relacionado com o texto A Arte e a Finança



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THE PORTFOLIO PROJECT | thinking photography differently

PEDRO AMARAL
Sinto muito
da série Cesariny em Polaroids

Copyright © THE PORTFOLIO PROJECT | thinking photography differently



Dora Santos Silva
at http://culturascopio.wordpress.com
10, Novembro, 2009



Como pensar a fotografia de forma diferente? “Reunindo na mesma plataforma on-line três conceitos-base – a de uma publicação mensal sobre fotografia, a de um espaço de formação contínua à distância orientado por profissionais e a de um portal associativo onde se divulgam projectos fotográficos individuais ou colectivos”, afirma Susana Paiva, coordenadora do The Portfolio Project, uma iniciativa pioneira em Portugal.

Fundado no princípio deste ano, o projecto tem, no entanto, um currículo excepcional, tendo realizado parcerias com diversas entidades para promover um discurso coerente sobre a fotografia. Actualmente, os contactos desenvolvidos com a associação cultural Casa da Esquina permitirão, já no próximo ano, a organização de oficinas de fotografia e exposições fotográficas, bem como a realização de residências artísticas para fotógrafos e editores fotográficos na cidade de Coimbra.

As galerias dos fotógrafos que integram a plataforma estão disponíveis no site do projecto, em www.theportfolioproject.org.

O trabalho fotográfico de Susana Paiva assume um cariz documental, no qual o imaginário se cruza com a realidade, como se de uma narrativa ficcional se tratasse. Depois de 15 anos a colaborar com diversas publicações nacionais, foi agenciada pela prestigiada agência de fotógrafos austríaca, Anzenberger. Em Janeiro 2009, fundou o The Portfolio Project.



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folhas, páginas e outros desenhos…

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www.isabelbaraona.com



ISABEL BARAONA
“folhas, páginas e outros desenhos”
exposição individual & lançamento do livro azul

14 de Novembro e 12 de Dezembro de 2009 | de 19 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2010
De 3ª a Sáb. das 15h às 19h. (Encerra: Dom., 2ª. e Feriados)
Rua Dr.Cândido Guerreiro, 26-30, Faro.

Inauguração: 14 de Novembro de 2009, Sábado, das 18h às 20h30.
Apresentação no Pátio de Letras: 13 de Novembro de 2009, sábado às 22h.

As obras apresentadas servem-se do desenho como forma privilegiada de investigação e inventariação de si na sua condição de jovem mulher. Logo aí, o manuseamento da tesoura, da agulha, da linha e a mancha vermelha no tecido, investigam códigos de separação dos sexos, sobretudo os que socialmente determinam o feminino. Depois, assumida plenamente a condição adulta, ainda que não abandonando o recorte e a colagem, é sobre o papel bidimensional que o lápis, o aparo ou o pincel, se impõem como meios de exteriorização de um mundo improvável, fantástico, terno e terrível, em que a maravilha da fábula se confronta com a crueldade e o medo, e em que o sonho é sempre perturbado pela crua realidade.

Na Artadentro, Isabel Baraona apresentará um vídeo e desenhos originais, destinados a publicação, integrando a série “os Livros de cores”, que compreende os títulos: “grafite”, “vermelho”, “negro”, “azul” e o desdobrável “is this me?”. Logo após a inauguração desta mostra na Artadentro, a autora fará uma apresentação da sua obra, ás 22h00, no Pátio de Letras, onde os seus “livros de artista” estarão à disposição do público.



Artadentro,
Vasco Vidigal



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The Subjecters

alta resolução
Subjecter
Thomas Hirschhorn em la casa encendida – Sala A



Thomas Hirschhorn
“The Subjecters”
la casa encendida – Madrid
até dia 05 de Janeiro de 2010

Comissário: Ignacio Cabrero



“The Subjecters”, primeira exposição individual do artista Thomas Hirschhorn em Madrid, é, segundo o artista, um “comentário sobre o mundo em que vivemos, esgotado, caótico, cruel, mas por sua vez também harmonioso e encantador”. Podem-se ver instalações, esculturas, e montras com manequins no seu interior.

O trabalho de Thomas Hirschhorn (Berna 1957), caracteriza-se por ser uma reflexão comprometida sobre a realidade contemporânea. Fazendo uso das distintas disciplinas, como a escultura, o vídeo ou a instalação, Hirschhorn desenvolve um trabalho que se liga à crítica social e política.

Através da utilização de materiais do quotidiano, como a fita adesiva, o cartão, fotocópias, ou, neste caso, manequins, representa situações universais de forma transversal e directa. Através dos manequins que nos apresenta Hirschhorn em jeito de representação do “Nós”, fala-nos de uma “ferida universal”, que quer dar forma à afirmação “Eu sou responsável por todas as feridas”.

O artista produziu duas novas peças: “Tool Vitrine” e “Subjecter”, que dá título à exposição. Na vitrina “Tool Vitrine” um manequim parece querer acertar-nos com um martelo, mas também poderia estar simplesmente a cumprir com o seu trabalho, rodeado por todo o tipo de ferramentas. São utensílios familiares aos habitantes das zonas industriais como Aubervilliers, de onde se encontra o estúdio do artista. No meio das ferramentas, como se de uma manual de instruções se trata-se, está a “Ética” de Spinoza, um dos livros favoritos de Thomas Hirschhorn. Na obra “Subjecter”, um só manequim completamente perfurado com pregos, aparece fora das vitrinas, como uma representação fetichista de uma figura humana.

Nas obras se pode observar que os manequins estão “conectados” com a sociedade, e através das tatuajens sobre a superfície de “4 women”, e através das revistas que enfatizam o cuidado do corpo na vitrina “Mono Vitrine (Interview)”, dos livros de arte sobre Goya que nos recordam os desastres da guerra em “Mono-Vitrine (Goya)”, as ferramentas na peça “Tool Vitrine”, o os bonequinhos manga em “INGROWTH”. Completa-se a exposição com duas instalações situadas no centro da sala, “Black & White Hemisphere” e “The One World”.



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Free as Air and Water

freeasair“Allora and Calzadilla”
Under Discussion, 2005; Single Channel Video with Sound, 6:14
Copyright Allora and Calzadilla
Courtesy Gladstone Gallery



FREE AS AIR AND WATER
Wednesday, September 16 to Saturday, October 27, 2009
Opening reception Wednesday, September, 16, 7-9 pm

Allora and Calzadilla, Amy Balkin, Robert Bordo, The Bruce High Quality Foundation, Ross Cisneros, Amy Franceschini and Free Soil, Andrea Geyer, Hans Haacke, Paul Ramirez Jonas, Runo Lagomarsino, Andrea Polli, Marjetica Potrč, Simon Starling, Temporary Services, Oscar Tuazon, Lidwien Van de Ven

Curated by Saskia Bos and Steven Lam

EXHIBITION DETAILS
Opening Reception: Wednesday, September 16, 2009, 7-9pm
Exhibition on view: September 16-October 27, 2009
Gallery Hours: Tuesday-Saturday, 11-6pm

41 Cooper Gallery
The Cooper Union School of Art, 41 Cooper Square (3rd Ave. b/w 6th and 7th Sts.)
Lower Level 1,
NYC, NY 10003



The Cooper Union School of Art’s exhibition Free as Air and Water opens Wednesday, September 16, 2009 and will run to Saturday, October 27, 2009. In connection with the exhibition there will be a series of conferences, the first before the opening reception, 9/16, from 5 to 7 pm in The Great Hall and the second on 10/12 from 7 to 9 pm in the Frederick P. Rose Auditorium.

The exhibition takes Peter Cooper’s quote that “Education should be Free as Air and Water” as a starting point. The exhibition addresses the spirit of this statement by recognizing the difference between then (1859) and now (2009). Today, air, water, land, an all are all subordinated to the logic of privatization impacting the environment in challenging ways. As the past few decades have witnessed how global power has systematically distributed the world’s resources in unfair ways, concerns such as human rights become increasingly tied to issues involving land, space, and environmental justice.

Free as Air and Water poses these questions for our contemporary moment linking a broad set of issues such as public access to resources, political ecology, and governmentality within a group exhibition that features a diverse array of artistic operations and tactics. Featuring projects that are rigorous and poetic in its conceptual processes, the exhibition provides a needed density when one discusses the role of art in relation to ecology.

Free as Air and Water inaugurates the 41 Cooper Gallery’s exhibition program to the public and is scheduled to open along with the New Academic Building in September 2009, which commemorates Cooper Union’s 150th anniversary. The building designed by Thom Mayne and the architectural firm, Morphosis, inaugurates the first green academic laboratory building in NYC.



For more information, please visit the cooper union web-site www.cooper.edu



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“Cinema & Environment” Cycle

Cinema & Ambiente



STARTS TODAY!
September 2009 > July 2010

In collaboration with the Cinemateca Portuguesa, the Gulbenkian Environment Program is going to present in 15th of September, Tuesday, 21h30, in the Cinemateca, the first session of the Cinema & Environment cycle, with the film Escapes, of Todd Haynes. The objective of this cycle of Cinema is to motivate an argument widened with the public about the environmental thematic, counting for that with the contribution of public personalities of diverse areas, invited for comment the film.

It carried out in 1995, Escapes to count the history of Carol White, that develops an inexplicable environmental illness, creating allergies to all the kind of chemists of the daily life. It ends up him to be diagnosed to “illness of the 20th century”. After projection, Teresa Gouveia is going to throw the debate about this film, that questions the artificial environment in that we live.

To second session of the cycle, commented by Inês Pedrosa, carries out-itself to 13th of October with the German film Die Wolke (“The Cloud”), of Gregor Schnitzler, 2006, in that two youths live a loving relation in the context of a nuclear accident nearby Frankfurt that throws the panic in the country.

The sessions of the Cinema & Environment cycle are all of free entrance and carry out itself monthly in the Cinemateca Portuguesa.



See the program HERE



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Participate or DIE

participate or die

NEW LIFE COPENHAGEN is a contemporary art festival. The festival takes the form of a social experiment and is part of the official program for the United Nations Climate Change Conference 2009.



All that you have to know about this festival!



Submit your work HERE



NEW LIFE COPENHAGEN
Wooloo.org is organizing the people of Copenhagen to open their homes to 5.000 environmental activists during the United Nations (UN) Climate Change Conference in Denmark this December.

Utilizing this large-scale human meeting as its exhibition platform, the NEW LIFE COPENHAGEN festival invites artists and curators to submit work proposals.

New Life Happenings. Propose a happening or event for the thousands of NEW LIFE COPENHAGEN hosts and guests during the UN Conference. Your concept should involve collective action and will be implemented alongside works by artist groups Superflex (DK), Signa (DK/A) and Raketa (SE) among others.

To learn more about NEW LIFE COPENHAGEN and to apply for participation, go to: http://www.wooloo.org/festival



PARTICIPATE OR DIE

From December 7th to 18th, 2009, representatives from 192 nations will gather in Denmark for the UN Climate Change Conference to reach an agreement on a new global climate treaty to replace the Kyoto Protocol. In addition to the large number of official UN delegates, thousands of activists and Non-Governmental Organizations are bound for the conference which has been called: “Humanity’s last chance to combat a climate problem that is now all but overwhelming.” (Tim Flannery, Scientist and environmental activist)

However, there will not be enough hotel space to accommodate most of these visitors, as all hotels in Copenhagen and the surrounding area (including Sweden) have already been booked for the official delegates. Furthermore, even if they were available, many visitors from all over the world would not be able to afford them anyway.

In order to help solve this substantial problem, NEW LIFE COPENHAGEN is running a volunteer-based campaign to get private Danish homes to open their door to the thousands of visitors. Through street campaigns and collaborations with local organizations, NEW LIFE COPENHAGEN aims to reach this goal by November.



ANOTHER WORLD IS POSSIBLE?

At the end of Al Gore’s film “An Inconvenient Truth”, Gore lists ten simple life rules to combat global warming. These include using less hot water, recycling more, etc. While Wooloo.org supports this sustainable thinking, we also believe that the real problem will not be solved by asking individuals to modify their behaviour but only through addressing the wrongs of a global economic system that thrives on exploiting natural resources and people.

Seen in this way, the climate crisis is not just a threat but also an opportunity: The opportunity to create transnational commitment around radical re-thinkings of a destructive system. The first step to create such change, is to develop alternatives to the current system and our existing cultural codes.



That is our mission with NEW LIFE COPENHAGEN.

By asking artists to develop happenings and reflections for a new life – and then request that thousands of participants implement them – Wooloo.org aims beyond the traditional art exhibition to become an active organizer of experiments in civic engagement and social empowerment.



PEOPLE BEHIND
NEW LIFE COPENHAGEN is organized by the artists-run community Wooloo.org.

Founded in 2002, Wooloo.org is today used by more than 13.000 artists from over 140 countries. Wooloo.org projects have been presented in such places as: Artists Space (USA), White Box (USA), Basel Kunsthalle (Switzerland) and the Third Guangzhou Triennial (China).

For further questions about NEW LIFE COPENHAGEN or Wooloo.org, please contact Martin Rosengaard;
email: contact@wooloo.org / phone: +45 6171 6101,

Wooloo.org,
Pastursvej 46,



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Comício-Instalação




30 September > 11 October



“COMíCIO-INSTALAÇÃO”, in english, “COMISSION-INSTALLATION”, is an installation event that occupies all the three floors upstairs to Estúdio PerFormas in the marvellous city of Aveiro in Portugal, in a spot with a wonderful view to the water canals, reminding Venice.

“COMISSION-INSTALLATION”, reuse the political propaganda posters surrounding the urban area these days. The aim is to empty rhetoric of these posters media, both graphic and text, printing an urgency and immediacy of reflection on the political process that is eminently. This is a community project that have his own irony. The event cover all ages and invite them to write what’s on their mind.



Artistic and technical
collective design and implement | technical support and light by Joana Oliveira |
executive production and graphics by Pedro Fonseca

Prices
Free entrance

Rating
For all ages

Address
Estúdio PerFormas |
Teatro Avenida |
Largo do Mercado, 1 |
3800 – 223 Aveiro

performas.org

Contacts
234 192 331 |
performas@performas.org



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