AICA/USA has awarded [premiou] Louise Bourgeois



The International Association of Art Critics (AICA/USA) has awarded Louise Bourgeois Best Monographic Show in New York City for 2007–08.

The exhibition, which was on view at the Guggenheim Museum from June 27–September 28, 2008, provided a full-career retrospective of Louise Bourgeois—an artist who has been at the vanguard of contemporary art for more than 70 years—and examined her intersection with many of the leading avant-garde movements of the 20th century, including Surrealism, Abstract Expressionism, and Post-Minimalism.

Nancy Spector, Chief Curator of the Solomon R. Guggenheim Museum and Curator of the Bourgeois exhibition in New York said, “We are deeply honored that our efforts have been recognized by the AICA. The award is a testament to Louise Bourgeois’s prodigious talent and to the vision of my colleagues at the Tate and the Centre Pompidou, Frances Morris, Marie-Laure Bernadac, and Jonas Storsve, who organized the retrospective.”

AICA was founded in 1948–49 in Paris and is made up of more than four thousand art critics. Winning projects in the U.S. were nominated and voted on by the four hundred American members of the association.

The awards ceremony will take place at the Guggenheim Museum in New York on March 2, 2009.


A Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) premiou Louise Bourgeois com o galardão de Melhor Espectáculo Monográfico em Nova Iorque para o ano 2007-08 nos Estados Unidos.

A exposição, que esteve patente no Museu Guggenheim de Nova Iorque de 27 de Junho a 28 de Setembro de 2008, apresentou uma retrospectiva de todo o trabalho de Louise Bourgeois – uma artista que esteve na vanguarda da arte contemporânea durante mais de 70 anos – e analisou a sua ligação com os movimentos artísticos avant-garde do século XX, incluindo o Surrealismo, Expressionismo Abstracto e o Pós-minimalismo.

Nancy Spector, curadora do Museu Solomon R. Guggenheim e da exposição de Bourgeois em Nova Iorque, disse: “Estamos profundamente honrados que os nossos esforços tenham sido reconhecidos pela AICA. Este prémio é a prova do talento prodigioso de Louise Bourgeois e da perspectiva visionária dos meus colegas da galeria Tate e do Centro Pompidou, Frances Morris, Marie-Laure Bernadac e Jonas Storsve, que me ajudaram a organizar esta retrospectiva.”

A AICA foi fundada em 1949 em Paris e é constituída por mais de quatro milhões de críticos de arte até hoje. Os projectos vencedores nos Estados Unidos foram nomeados e votados pelos quatrocentos membros americanos desta associação.

A cerimónia de entrega de prémios terá lugar no dia 2 de Março de 2009, no Museu Guggenheim de Nova Iorque.



Note: Quotations from ArtDaily – The First Art Newspaper on the Net


Traduzido por: Jorge Reis


Revisão de: Maria José Anjos




Comente este prémio [Comment this award]

Garage Center for Contemporary Culture – Moscovo [Moscow]


DARIA DASHA KHUKOVADaria Dasha Khukova
Photo Autor: NATALIA KOLESNIKOVA/AFP/Getty Images



O Garage Center for Contemporary Culture é o recente espaço de exposição de Arte Contemporânea situado na zona Norte de Moscovo, perto do Estádio Olímpico.

Daria Dasha Khukova transformou uma antiga garagem de autocarros, desenhada em 1926 por Konstantin Metrikov, num local de referência no mundo da Arte e há até quem o compare com a Tate. Jamie Fobert, arquitecto baseado em Londres, é o responsável pela transformação deste espaço de 8500 metros quadrados.

O espaço foi inaugurado no dia 16 de Setembro do presente ano, com 300 convidados, com uma retrospectiva dos artistas Ilya e Emilia Kobakov (respectivamente, marido e mulher).
Actualmente o espaço encontra-se fechado para obras, mas os visitantes podem ver no exterior uma exposição de vídeo-arte, com 12 videos a passar em ecrãs. Reabre em Fevereiro de 2009, com a colecção pessoal de François Pinault (dono da Christies), em exposição.

Resta-nos esperar por mais novidades deste espaço mediático, de resto o Arthoughts não pode deixar de salientar o carácter reabilitador deste espaço, sendo que este é um excelente exemplo de como a arte é, entre outras coisas, uma forma também de valorizar aquele que foi em tempos um espaço “morto” da cidade de Moscovo.


The Garage Centre for Contemporary Culture is the most recent gallery for contemporary art located in the north of Moscow, near the Olympic stadium.

Daria Dasha Zhukova transformed the old bus depot designed in 1926 by avant-garde architect Konstantin Melnikov into a place of reference in the art scene. It has even been compared to the Tate Modern’s Turbine Hall. Jamie Fobert, a London-based architect, is the responsible for redesigning and renovating the 8,500 sq metre venue.

Gathering 300 guests, the gallery officially opened on September 17th 2008 with a retrospective of the work of installation artist Ilya Kabakov and wife Emilia. The venue is currently closed for refurbishment but visitors can see an off-site video-installation showcasing work from 12 artists in plasma screens. The Garage reopens in February with an exhibit of Christie’s owner François Pinault’s private collection.

We will be waiting for more news from Moscow’s hippest contemporary art space, which is an excellent example of how art, among other things, can boost the cultural renaissance of an area known as a “dead” part of a city.



Escrito por [Written by]: Daniela Ambrósio


Translated by: Maria José Anjos




Comente esta notícia [Coment this news]

A arte e a finança [Art and finance]


anatomy of an angel

Damien Hirst


“Anatomy of an Angel”


Sotheby’s art gallery




















Em 1494, o banco italiano Medici foi um marco na história da arte ao falir devido à depressão económica que se fazia sentir na época. Este era o principal banco de financiamento às produções artísticas, senão o único. Foi declarada extinção do mecenato. Os artistas deixavam de ser financiados, contudo a evolução disto até hoje tomou proporções paradoxais. Os Bancos vivem os piores momentos financeiros e entram em recessão, enquanto que obras de Arte são vendidas em leilões atingindo valores exorbitantes. Embora existem bancos que apoiem incansávelmente a cultura, como é o caso da Caixa Geral de Depósitos em Portugal, a dependência da produção artística já não é a mesma que era com o banco Medici. Os leilões são definitivamente um negócio em crescimento vertiginoso e um bom reflexo do êxito do mercado de obras de Arte a nível global. «Para além do leilão modificar radicalmente as regras de negócio das obras de arte, ele perpetua duas lógicas: a que começou nos anos 60, em que a arte começou a ser considerada um investimento, e, nas palavras de Andy Warhol, que “fazer dinheiro é arte e trabalhar é arte e bons negócios são a melhor arte”.» 1



O homem denominado por alguns como o “Pai da Arte britânica” – Damien Hirst – tornou-se no artista mais caro de sempre nos leilões. Vendeu a sua escultura “Anatomy of an Angel” no leilão da galeria londrina Sotheby’s por uns descomunais 1.226.181€, concluindo uma excelente ronda de vendas com uns espectaculares 126.717.600 milhões de euros. No final disto tudo Damien Hirst disse: “Estou completamente exausto e atónito que a minha arte seja vendida ao mesmo tempo que bancos estão a falir. Adivinho que isto possa significar que as pessoas preferem investir em borboletas do que em bancos – parece-me um mundo melhor para mim hoje.”



O que isto significa, que o artista contemporâneo derrubou em definitivo aqueles que eram os seus mecenas? A Arte estará a tornar-se no novo negócio de investimento de capital traduzido em obras de Arte? O seu valor será apenas sempre o que o próximo homem está disposto a pagar?



1
Fernando Sobral,
in Jornal de Negócios



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


In 1494, the Medici Bank in Italy became a landmark in the history of art when it went bust during the economic recession the country was sunk into at the time. The Medici Bank was one of the few, if not the only bank that financed artistic production. After that, the patronage of art was extinct and artists were no longer sponsored. However this situation has evolved into paradoxical proportions. In the current economic recession, while art works are being sold in auctions by enormous sums, some banks are struggling to survive the rough economic times. Although banks still sponsor culture, like Caixa Geral de Depósitos in Portugal, art no longer depends from their support as it once did with the Medici Bank. Auctions of art works are rising astonishingly and reflect the success of the art market globally. “Not only does the auction change the rules radically when it comes to buying and selling works of art, but it also perpetuates two logics: one which started in the sixties, when art was seen as an investment; the other which means ‘making money is Art and working is Art and good business are the best Art’, as Andy Warhol once said.”

Labelled by some as the “father of British Art”, Damien Hirst became the most expensive artist ever in auctions. His sculpture “Anatomy of an Angel” was sold for the astonishing sum of £1,071,650 (1,151,173 Euros) in the Sotheby’s auction house. The session set a record sale of £70.5 million (75.7 million Euros). At the end of the auction Hirst said, ‘I’m completely exhausted and speechless by the fact that my work is being sold while banks are going bust. I suppose this means people prefer to spend their money on butterflies rather than on banks – I see the world as a better place today.

Does this mean that the contemporary artist is completely independent from patronage? Is art becoming a new investment translated into art works? Will its value always be what the next person is willing to pay?


Ler também [Also read]: O actual estado da Arte [State of the Art]


Ler também [Also read]: O falso mercado das coisas


Translated by: Maria José Anjos




Comente esta notícia [Coment this news]



Add to FacebookAdd to NewsvineAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Furl

O actual estado da Arte [State of the Art]


Primeiramente, para melhor explicar este estado que se encontra a Arte, faço um ponto de situação histórico, passando apenas nas principais causas que desmontam aquilo que hoje se está a passar em termos artísticos de um estado global.

Começo, então, por um dos mais marcantes “ismos” da história da arte, ou seja, o impressionismo. Nesta época houve, numa análise introspectiva que fiz, duas grandes causas que originaram este grande passo na Arte. Uma delas foi uma nova forma de ver o mundo, onde se começaram adquirir imagens mais rápidas e menos definidas por causa das viagens de comboio, por exemplo, a outra foi a evolução tecnológica, no que diz respeito à invenção da máquina fotográfica, que sugeriu novos enquadramentos e que veio por em causa uma coisa que se tratava na pintura e que acredito que muitos pintores da altura se tenham questionado; para que é que eu vou continuar na pintura se a aproximação da semelhança do real que tento infértilmente há anos, está à distância de um simples pressionar de um botão? Daí eu achar o passo que se deu nesta época, muito importante na história da Arte. A pintura era feita de uma outra maneira, e graças a pintores como, Edouard Manet, Claude Monet, Georges Seurat, Edgar Degas, entre outros, a pintura saiu dos cânones praticados fatídicamente e repetitivamente há anos. Deixou-se, portanto, de se fazer pura e simplesmente a representação do real, para passarem a uma impressão do real, ou seja davam uma impressão da forma e não a forma toda. Daí os impressionistas, designação que primeiro surgiu como um insulto da crítica da altura, acabou por ser mesmo a designação utilizada para baptizar este movimento.

Saltando agora um pouco, Picasso, tem um papel importante na afirmação do artista plástico como indivíduo criativo. Pablo Picasso veio “dizer”, não por palavras mas sim por acções, que o artista não necessitava de provar que sabia fazer de facto aquilo que era chamado de “um bom desenho”, por exemplo, para fazer um desenho. A prova disto mesmo está nas crianças. As crianças não precisam que lhes seja ensinado a fazer desenho, nem precisam que lhes digam com que materiais devem elas desenhar. É intrínseco à condição de vida de um ser humano saber desenhar. Daí Picasso ter tido a vontade de uma vez mais soltar a Arte de condições limitativas, porque afinal de contas a Arte é livre.

Uma prova histórica disto mesmo, é o que Jackson Pollock fez. Não só conseguiu que a arte dos Estados Unidos da América se internacionalizasse, como também libertou a Arte da mítica frase de Alberti que acreditava que a Arte era uma Janela aberta para o mundo. Pollock enfatizou a característica mais pura de uma pintura, e virou-a para ela mesma. Tudo isto, segundo registos, foi originado por um acidente enquanto o artista experimentava mais uma pintura expressionista. Foi então que surgiu uma nova ramificação de um entre muitos “ismos” que faziam parte da época modernista; é então que surge o expressionismo abstracto. Este passo que foi dado foi também ele num sentido de libertação. É assim que vejo, de forma muito resumida, o progresso da Arte até aos dias de hoje. Para mim, estas são as principais causas que nos levaram à Arte dos dias de hoje.

A metodologia contemporânea é de facto um reflexo da história. A experimentação é a “ferramenta de trabalho” que é mais usada actualmente, mas também é a mais árdua. É como trabalhar às escuras. Nunca se sabe objectivamente no que é que aquele trabalho vai resultar, seja ele um trabalho de pintura, musica, teatro, cinema, ou literatura, entre outros. É como limar as arestas de uma imaginária muralha da china de chumbo. É ter a capacidade de intuição e de exclusão de aspectos que estejam a perturbar a leitura daquele trabalho. Afinal de contas é a metodologia que melhor resolve as intensidades que são desejadas ser mostradas num espaço pelo artista. Contudo o artista contemporâneo, sente que não existe um fio condutor e que por causa disso mesmo ele próprio dita as suas regras e as suas próprias técnicas. Daí a Arte de hoje em dia ser cada vez mais híbrida, e menos definível. Não se sabe ao certo se aquele objecto pode ser classificado como pintura ou como escultura.

Actualmente acredito que a Arte contemporânea vive um estado de “vaca louca”. Acho muito sinceramente que hoje sinto que um artista pode fazer a coisa mais descabida, para que haja uma espécie de vírus contagiante que atribue hipotéticamente àquele objecto uma classificação de obra de arte. Um artista, se se achar no direito de moralidade corrompida, pode cortar um membro e mostrá-lo num local destinado à exibição de Arte, para que aquilo seja considerado Arte. É assim que eu vejo o actual estado da Arte; o estado de vaca louca.


To better explain the condition of Art in our days, I’ll first of all establish an historic analysis referring to the main causes that depict what is happening today in artistic terms, on a global basis.


I will then start with one of the most significant “isms” of the history of Art: Impressionism. After an introspective analysis I could identify, in that period, two major causes that gave birth to it. One of them corresponds to a new way of seeing the world; faster and less defined images appeared due to train travelling, for instance. The other main cause was the technological evolution that resulted in the invention of the photo camera. This enabled the appearance of new frames and contributed to the self questioning of many painters at the time; why should they continue painting when all they had to do to obtain an approximated reproduction of the “real” was to press a simple button?


Hence my belief that the step taken in this period was extremely important for the development of the history of Art. Painting was approached in a different form, and thanks to the likes of Edouard Manet, Claude Monet, Georges Seurat and Edgar Degas, amongst others, it escaped the precepts that had been obsessively and repeatedly followed over the years. The straightforward representation of the “real” wasn’t any longer the target, being replaced by the impression of the “real”. This means that only an impression of the form was given, instead of its entirety. The same term that critics used as a demeanour, at the time, ended up as being the same one that baptized this movement – Impressionism.


Going a bit further in time, Picasso had an important role in the affirmation of the plastic artist as a creative individual. Pablo Picasso stated – in actions and not in words – that in order to deliver what at the time was defined as a “good drawing”, the Artist didn’t have to prove he was able to execute a drawing. Children are the exact proof of this as they don’t need to be taught to draw, or which materials to use when doing so. Drawing is inherent to the human being. Therefore, Picasso had the will to release Art from limiting conditions. After all, Art is free.


An historic proof of the above is what Jackson Pollock achieved. Not only did he internationalize United States´ art, but he also liberated the mythic Alberti’s belief that painting was an open window to the world. Pollock emphasized the purest characteristic of a picture, and turned it to itself. All of this, according to the records, happened by accident when the artist was drawing an expressionist painting. It was then that a new ramification of one amongst many “isms” appeared, being part of a modernist period; that’s how abstract expressionism is born. This step was taken in a sense of liberation. This is how I see, in a summarized way, the progress of Art till our days.


In my opinion, these are the main causes that lead Art to what it is today. Contemporary methodology is in fact a reflection of History. Experimentation is the “tool” that is more frequently used, nowadays, but it’s also the hardest. It’s like working in the dark. We never known in advance, objectively, what will be the final outcome of the work, whether it is in painting, music, theatre, cinema, literature, amongst others. It’s like filing the edges of an imaginary wall of China made of lead.


It’s like having the capacity of intuition and exclusion of aspects that disturb the interpretation of that same work. After all, methodology is the element responsible for the artist’s decision regarding which intensity should be applied in a certain space.


However the contemporary artist feels that there isn’t a stream, a logic, which is why he now dictates his own rules and techniques; for this reason Art has become more hybrid, and less definable. A definition of the object as a painting or as a sculpture is no longer clear and immediate.


I feel that in our days contemporary art lives in a state of mad cow. As senseless as an artist’s work may be, there are still contagious viruses that may attribute to it the classification of work of art. An artist may even cut one of his limbs out – if he finds himself to be in a state of corrupted morality – and exhibit it in an arts centre, so that this gesture may be considered as Art.


That’s how I see Art today: the state of mad cow.



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


Ler também [Also read]: Arte e Finança [Art and Finance]


Ler também [Also read]: Arte efémera [Ephemeral art]


Ler também [Also read]: Oh Crátilo!


Ler também [Also read]: [Formless]


Translated by: Francisco Malheiro


comente este pensamento [coment this Thought]



Add to FacebookAdd to NewsvineAdd to DiggAdd to Del.icio.usAdd to StumbleuponAdd to RedditAdd to BlinklistAdd to TwitterAdd to TechnoratiAdd to Furl