Vera Cortês Art Agency – “Speculations on the End of Interieur”

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A Agência de Arte Vera Cortês tem o prazer de o convidar para a inauguração da exposição “Speculations on the End of Interieur” comissariada por Susanne Prinz na Agência esta sexta-feira, dia 17 de Abril, pelas 22H.
De dia 18 de Abril a 23 de Maio de 2009.



Vera Cortês Art Agency have the pleasure to invite you and your friends to the opening reception of the exhibition “Speculations on the End of Interieur” curated by Susanne Prinz in the Agency This Friday the 17th at 10pm.
From April 18, to May 23.


Avenida 24 de Julho, n.º 54, 1.º Esquerdo
1200 – 868 Lisboa
PORTUGAL

E-mail: vc@veracortes.com

www.veracortes.com



press-release PT & ENG



Antonia Low
Antonia Low
www.antonialow.com

Nairy Baghramian
Nairy Baghramian

Paolo Chiasera
Paolo Chiasera
www.paolochiasera.org

Riccardo Previdi
Riccardo Previdi
www.riccardoprevidi.com

Ulf Alminde
Ulf Alminde

Shannon Bool
Shannon Bool


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Exposição [Exhibition] – Vice Versa – Pascal Ferreira – VPF cream art

vice versa convite

viceversa
29 JAN to 21 MAR
Horário de funcionamento: Segunda a Sábado, das 14:00H às 19:30H


Rua da Boavista N.º 84, 2.º andar – sala 2
1200-068 – Lisboa
PORTUGAL

CONTACTO [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

info@vpfcreamart.com


press-release de Carolina Rito – versão portuguesa

press-release by Carolina Rito – english version


Translated by: Maria José Anjos



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Pizz Buin – inferno: apareceu em rio tinto – VPF Rock Gallery


pizz buinde 30 de Janeiro [January] a 21 de Março [March]
de Segunda a Sábado [Monday to Saturday] – 14:00h to 19:30h


Rua da Boavista N.º 84, 2.º andar – sala 5
1200-068 – Lisboa
PORTUGAL

CONTACTO [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

vpf.rockgallery@gmail.com


press-release – versão portuguesa

press-release – english version



Recensão crítica de Hugo Canoilas em “Infinito ao Espelho”



Na Rock gallery as Pizz Buin apresentam um conjunto de torradas emolduradas. Estas torradas queimadas têm como títulos, títulos de pinturas de carácter religioso.Ouvi falar que, ao mesmo tempo no Espaço Avenida, estão expostas um conjunto de torradas queimadas desta feita com a imagem da Nossa Senhora . A diferença entre ambas as torradas não está no motivo mas na forma.

Enquanto uma das propostas pega literalmente num facto que mereceu a atenção dos media (a aparição da Nossa Senhora numa torrada) a proposta das Pizz Buin desvia-se da mera transferência do quotidiano para a criação de discurso em torno da representação e da representação negativa.
As torradas queimadas são a negação do título. Para ver algo, Cristo descendo a cruz ou A aparição seria de facto necessário acreditar; Aliás estar iludido, querer ver onde nada está.

Esta impossibilidade que as Pizz Buin levantam remete para a obra de Barnett Newman e a impossibilidade de representação que exponenciou nos anos 50. Após o Holocausto, não era possível fazerem-se retratos, pintar naturezas mortas ou belas paisagens. Não era sequer possível acreditar no humano como construtor racional de um mundo melhor a vir.

A obra de Barnett Newman, figura essencial da Arte americana do Pós-Guerra foi, segundo J. François Lyotard, o inventor do tempo Pós-Moderno. Nas suas obras como “The sublime is Now” (traduzido: O Sublime é agora.) temos um campo de côr demarcado ou ampliado por duas linhas verticais (zips). O agora é essa demonstração de um tempo perdido, e a intensificação da experiência o sublime. Neste contexto, J. François Lyotard vê as pinturas como “Eve”, na sua impossibilidade de representação como representação negativa. Esta fórmula ou condição tem repercussões na forma como tomamos o tempo. Um tempo em perda que resgata-nos para um modo ou tempo lento; Que tenta, sem o conseguir, andar para tràs. É nesta forma de desaceleração que eu julgo que alguns artistas conseguem produzir um trabalho verdadeiramente político.

Em”Pintura e representação política” in “O inumano” Lyotard escreve-nos:”Não foi só a fotografia que tornou impossível a profissão de pintar. Dir-se-ia o mesmo dizendo que a obra de Mallarmé ou a de James Joyce rispostam aos progressos do jornalismo. A “impossibilidade” vem do mundo tecno-científico do capitalismo industrial e Pós industrial. Este mundo precisa da fotografia e quase nada da pintura, do mesmo modo que precisa mais do jornalismo do que da literatura. Mas sobretudo ele não é possível senão com a supressão das profissões “nobres”que pertencem a outro mundo, e com a supressão desse mesmo mundo.”

De origem provavelmente diversa (visto serem um grupo de quatro pessoas) as Pizz Buin levantam uma questão verdadeiramente importante para o meio em que nos inserimos mas com a tónica do riso que nos liberta do meio onde vivemos, demasiado pesado, e sempre na expectativa, sem coragem de afirmar o que quer que seja.

Esta exposição consegue colocar todos os espectadores a passar mais algum tempo entre o título e uma mancha negra que aconteceu numa fatia de pão de forma, que também é uma pintura negra, de carácter abstracto e informal.

O teor conceptual desta exposição vem da nomeação de uma obra e do intervalo entre esta e a mancha negra.
A instalação de carácter museológico, sendo o veículo ideal, caí porém no lugar comum da utilização da retórica museológica sem adicionar nada a esta temática (1) antes servindo-se dela, por uma boa causa.


(1) “The museum as muse” foi uma exposição feita em 1999 no MOMA de Nova Iorque que toma como ponto de partida a reflexão sobre o espaço museológico feita pelos artistas: a exposição de Surrealismo comissariada por Duchamp, o quarto do abstraccionismo de Lissitzsky , o Musée des aigles de Marcel Broadthaers, o Brooklin Museum de Joseph Kossuth entre tantos outros.



Infinito ao Espelho


Critical review by Hugo Canoilas in “Infinito ao Espelho”

At the Rock Gallery, the Pizz Buin group present a variety of framed toasts. These burnt toasts are entitled after religious paintings. I’d heard that, at the same time, in the gallery Espaço Avenida, a variety of burnt toasts is shown with the image of the Virgin Mary. The difference between both toasts is not in the motive, but in the form.

Whereas one of the proposals picks up on a case that got media attention (a toast bearing the image of the Virgin Mary), the other, Pizz Buin’s, moves away from the simple imitation of daily life and goes towards speech creation concerning representation and negative representation. The burnt toasts are the title’s denial. To see something as Jesus descending from the cross or the image of the Virgin Mary, it’s necessary to believe. In fact, it’s necessary to be eluded, to want to see something where there is nothing.

This contrariety raised by the Pizz Buin group relates to a work by Barnett Newman and to the impossibility of representation that marked the 1950s. After the Holocaust it was not possible to make portraits, paint dead nature or beautiful landscapes. It wasn’t even possible to believe in the human being as a rational creator of a better world to come.

Barnet Newman, an essential figure in art in the American post-war scenario, was, according to J. François Lyotard, the inventor of the post-modern time. In his essay “The Sublime is Now”, a coloured area is limited or enlarged by two vertical lines (zips). The now is that demonstration of a lost time, and its intensification of the experience is the sublime. In this context, J. François Lyotard sees paintings as “Eve” the impossibility of representation as negative representation. This formula or condition has repercussions in the way we handle time. A time being lost rescues us into a slower mode that tries, without succeeding, to go back in time. I believe that some artists can reproduce truly political work using this form of deceleration.
In the chapter ‘Painting and political representation’ from “The inhuman”, Lyotard wrote: “It is not only photography that made the craft of professional painting ‘impossible’. That would be saying that the work of Mallarmé’ or Joyce was a riposte to the progress of journalism. The ‘impossibility’ comes from the techno-scientific world of industrial and post-industrial capitalism. This world needs photography, but has almost no need for painting, just as it needs journalism more than literature. But above all it is possible only with the retreat of ‘noble’ crafts which belong to another world, and the retreat of that world itself.

With a likely different origin, since it’s a group of four people, Pizz Buin raise a truly important issue concerning where we fit in, but give it a humorous touch which sets us free from where we live, from that heavy circumstance, and from living in expectation, with no courage to affirm ourselves.
This exhibition invites all visitors to spend more time between the title and the black spot in the piece of bread, which is also a black painting, with an abstract and informal character.

The conceptual tone of the exhibition comes from the nominations of the artwork and the interval between it and the black spot. The installation however falls into the cliché of using a museum approach without adding anything to the exhibition’s theme (1), yet making use of it for a good cause.

(1) “The Museum as Muse” was an exhibition done in 1999 at New York’s MOMA which gathered a survey of works that artists had addressed the museum: the surrealist exhibition commissioned by Duchamp, the abstractionism room by Lissitzsky, the Musee d’Art Moderne, Departement des Aigles by Marcel Broodthaers, the Brooklyn Museum by Joseph Kossuth, among many others.


Translated by: Maria José Anjos



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Isabel Baraona


Isabel Baraonaplease click on the image above to see details


Bio:

Isabel Baraona frequentou o ARCO, é licenciada em Pintura pela ENSAV – La Cambre (Bruxelas) e concluiu uma pós-graduação em Pintura na FBAUL. Em 2001 iniciou o seu percurso profissional com uma exposição individual intitulada mythologies. Lecciona na ESAD.CR desde 2003; nomeadamente disciplinas de pintura e desenho do curso de Artes Plásticas. Colaborou no extinto curso dedicado a Animação Cultural.


Em 2006 iniciou a redacção de uma tese dedicada à diferenciação entre o auto-retrato e auto-representação no século XX.



Isabel Baraona


Estórias e rabiscos (2007)



No conjunto do trabalho de Isabel Baraona, o desenho como disciplina adquire uma importância tal que o podemos considerar ligado ao processo que permite a própria existência da obra. Esta é uma primeira marca da sua contemporaneidade, da sua integração num conjunto de preocupações e sentidos que marcam a arte actual. É que o desenho, se aqui exibe uma autonomia que lhe foi negada durante séculos, não deixa de guardar as características de intimidade, de efemeridade e até mesmo de domesticidade que outras técnicas se esforçaram por negar.

Olhemos pois para estes desenhos no seu aspecto mais formal: há manchas, traços a pincel feitos com uma aguada muito diluída, e depois um traço preciso e fino que se transforma em personagens, por vezes mesmo marcações de um lugar indefinido, casa ou palco. A identificação precisa é sempre evitada: não existe uma separação nítida entre o masculino e o feminino, entre o animal e o humano, entre o fabricado e o natural. (…) Há uma indecisão permanente na definição daquilo que se vê, que se sente, das emoções que o desenho suscita ou não. Personagens interagem uns com os outros; adivinhamos uma narrativa, ou o esboço de uma narrativa, que é sempre fragmentada e incompleta. Atrás falámos de cenários, talvez porque este apelo narrativo possui uma artificialidade que lhe vem do incompleto e do deslaçamento dos contornos na superfície branca do papel. Poderíamos também referir o teatro, a peça de teatro com a sua divisão tradicional em actos que indicam o decorrer da acção no tempo, e as cenas, definidas pelo número e o papel das personagens em representação no palco.

Contudo, para além destes elementos iconográficos e formais (entendidos aqui como as características estilísticas do desenho de Isabel Baraona), há nesta artista um entendimento desta prática que vai bem além da folha de papel. O desenho é sempre uma fronteira no espaço, uma fronteira que é artificial, como todas as fronteiras. Limita um dentro e um fora, um interior e um exterior. Ou seja, estabelece uma divisão nítida e dialéctica entre o que é e o que não é: homem e mulher, interior e exterior, humano e animal, forma e informe. Este processo racional e lógico afasta-se dos propósitos do desenho de Isabel Baraona: nem temática e iconicamente notamos esta separação, nem sequer em termos de suporte ela é visível.



(…)


Na indefinição, fica uma obra estranha e íntima, com uma força que só quem pode caminhar sem certezas absolutas possui. Talvez seja esta a condição permanente de quem é artista.



Excerto do Texto de apresentação “estórias & rabiscos” – autoria de

Luísa Soares de Oliveira, 2007



Site intro
www.isabelbaraona.com


Biography:

Isabel Baraona studied at Ar.Co (Centre for Art and Visual Communication, Lisbon, Portugal), graduated in Painting by ENSAV La Chambre (National College for Visual Arts, Brussels) and has a post-graduation in Painting by FBAUL (Faculty of Fine Arts of Lisbon, Portugal). In 2001 she started her professional career with a solo exhibition entitled “Mythologies”. Since 2003 she lectures at ESAD.CR (Art and Design College, Caldas da Rainha, Portugal) the modules of Painting and Drawing within the Fine Arts degree. She collaborated in the degree of Cultural Animation, no longer opened at this university.


In 2006 she started writing her thesis about the differentiation between self-portrait and self-representation in the 20th century.



Isabel Baraona


Stories and Sketches



In Isabel Baraona’s work, drawing acquires such importance that it be considered to be related to the process which allows the actual existence of the work of art. This is the first sign of its contemporary element, of its integration in the group of concerns and interpretations that mark today’s Art. Although the artist gives drawing an autonomy which has been denied to the technique for centuries, her work contains elements of intimacy, ephemeral existence and even domesticity that other methods tend to discard.

Let’s pay close attention to the drawings from their most formal perspective: there are stains, brush lines done with diluted watercolors and then precise and thin outlines which become characters, sometimes even representations of an undefined place, house or stage. An explicit identification is always avoided: there isn’t a clear separation between masculine and feminine, animal and human being, manmade and natural. (…) There’s a permanent indecision in defining what you see, what you feel, and what emotions the sketch stimulates or not. The characters interact with each other, anticipating a narrative or the sketch of one which is always fragmented and incomplete. The sceneries were mentioned above perhaps because the narrative appeal has an artificial element which comes from the fact that it is incomplete and detached from the edges of the white piece of paper. We could also mention the theatre: theatre plays with their traditional division in acts, which place not only the plot in time with the use of scenes organized by numbers, but also the character’s roles being interpreted on stage.

However, apart from the iconographic and formal elements – the stylistic aspects of Isabel Baraona’s drawings – there is an understanding of the technique that goes beyond the piece of paper. Drawing is a boundary in space, an artificial one, like all boundaries are. It confines one element inside and another one outside; one in the interior and another in the exterior. This means that it establishes a clear separation and dialectic between what “is” and what “isn’t”: man and woman, interior and exterior, human and animal, shape and shapelessness. This rational and logic process moves away from the purpose of Isabel Baraona’s drawings: the separation is not visible in the themes, icons or support.



(…)


Undefined is how we can label this odd and intimate work of art, which contains the strength of someone who moves further with no absolute certainties. Perhaps this is the permanent condition of an artist.


Luísa Soares de Oliveira, 2007


Translated by: Maria José Anjos



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Exposição [Exhibition] – “Convite Cordial” – Plataforma Revólver

Exposição [Exhibition] - Convite cordial - Plataforma Revólver - LISBON


vistade 29 de Janeiro [January] a 20 de Março [March]
Inauguração quinta-feira [Inauguration thursday] 29 JAN 22h



Comissários [Commissioners]: Beatrice Catanzaro, Dani Soter e Victor Pinto da Fonseca




Rua da Boavista N.º 84, 3.º andar

1200 – Lisboa

PORTUGAL


CONTACTOS [CONTACT]
00351 213 433 259
00351 961 106 590

Plataformarevolver@gmail.com




press-release – versão portuguesa



press-releaseenglish version (soon)



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A arte e a finança [Art and finance]


anatomy of an angel

Damien Hirst


“Anatomy of an Angel”


Sotheby’s art gallery




















Em 1494, o banco italiano Medici foi um marco na história da arte ao falir devido à depressão económica que se fazia sentir na época. Este era o principal banco de financiamento às produções artísticas, senão o único. Foi declarada extinção do mecenato. Os artistas deixavam de ser financiados, contudo a evolução disto até hoje tomou proporções paradoxais. Os Bancos vivem os piores momentos financeiros e entram em recessão, enquanto que obras de Arte são vendidas em leilões atingindo valores exorbitantes. Embora existem bancos que apoiem incansávelmente a cultura, como é o caso da Caixa Geral de Depósitos em Portugal, a dependência da produção artística já não é a mesma que era com o banco Medici. Os leilões são definitivamente um negócio em crescimento vertiginoso e um bom reflexo do êxito do mercado de obras de Arte a nível global. «Para além do leilão modificar radicalmente as regras de negócio das obras de arte, ele perpetua duas lógicas: a que começou nos anos 60, em que a arte começou a ser considerada um investimento, e, nas palavras de Andy Warhol, que “fazer dinheiro é arte e trabalhar é arte e bons negócios são a melhor arte”.» 1



O homem denominado por alguns como o “Pai da Arte britânica” – Damien Hirst – tornou-se no artista mais caro de sempre nos leilões. Vendeu a sua escultura “Anatomy of an Angel” no leilão da galeria londrina Sotheby’s por uns descomunais 1.226.181€, concluindo uma excelente ronda de vendas com uns espectaculares 126.717.600 milhões de euros. No final disto tudo Damien Hirst disse: “Estou completamente exausto e atónito que a minha arte seja vendida ao mesmo tempo que bancos estão a falir. Adivinho que isto possa significar que as pessoas preferem investir em borboletas do que em bancos – parece-me um mundo melhor para mim hoje.”



O que isto significa, que o artista contemporâneo derrubou em definitivo aqueles que eram os seus mecenas? A Arte estará a tornar-se no novo negócio de investimento de capital traduzido em obras de Arte? O seu valor será apenas sempre o que o próximo homem está disposto a pagar?



1
Fernando Sobral,
in Jornal de Negócios



Escrito por [Written by]: Jorge Reis


In 1494, the Medici Bank in Italy became a landmark in the history of art when it went bust during the economic recession the country was sunk into at the time. The Medici Bank was one of the few, if not the only bank that financed artistic production. After that, the patronage of art was extinct and artists were no longer sponsored. However this situation has evolved into paradoxical proportions. In the current economic recession, while art works are being sold in auctions by enormous sums, some banks are struggling to survive the rough economic times. Although banks still sponsor culture, like Caixa Geral de Depósitos in Portugal, art no longer depends from their support as it once did with the Medici Bank. Auctions of art works are rising astonishingly and reflect the success of the art market globally. “Not only does the auction change the rules radically when it comes to buying and selling works of art, but it also perpetuates two logics: one which started in the sixties, when art was seen as an investment; the other which means ‘making money is Art and working is Art and good business are the best Art’, as Andy Warhol once said.”

Labelled by some as the “father of British Art”, Damien Hirst became the most expensive artist ever in auctions. His sculpture “Anatomy of an Angel” was sold for the astonishing sum of £1,071,650 (1,151,173 Euros) in the Sotheby’s auction house. The session set a record sale of £70.5 million (75.7 million Euros). At the end of the auction Hirst said, ‘I’m completely exhausted and speechless by the fact that my work is being sold while banks are going bust. I suppose this means people prefer to spend their money on butterflies rather than on banks – I see the world as a better place today.

Does this mean that the contemporary artist is completely independent from patronage? Is art becoming a new investment translated into art works? Will its value always be what the next person is willing to pay?


Ler também [Also read]: O actual estado da Arte [State of the Art]


Ler também [Also read]: O falso mercado das coisas


Translated by: Maria José Anjos




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Gaveta de papéis [Paper drawer] – José Luís Peixoto

gaveta de papeis

Esta obra de poesia do autor contemporâneo português José Luís Peixoto, que tem como título Gaveta de papéis, é senão a mais recente do autor – Agosto, 2008 – premiada, com decisão unânime do juri, com o prémio de poesia Daniel Faria 2008.

Ao abrirmos esta gaveta o autor mostra-nos fotografias de cidades; documentos; chaves; recortes de jornal; postais; bilhetes usados; lista de tarefas e desenhos feitos pelos seus filhos. São 88 páginas de boa leitura!







“Quando me cansei de mentir a mim próprio
comecei a escrever um livro de poesia.”

pág. 45



This poetry work from the Portuguese contemporary author José Luís Peixoto, entitled Gaveta de papeis (Drawer of papers), is his most recent one, and has been awarded the Daniel Faria 2008 poetry award, with a unanimous decision by the jury.


By opening this drawer the author show us photographs of cities, documents, keys, clips from newspapers, postcards, used tickets, task lists and drawings made by his children. There are 88 pages of good reading!


Site Oficial do escritor [Writer’s official site]


Translated by: Francisco Malheiro



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Deolinda


“…O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho…”


Esta é a personagem que dá nome a este interessante projecto musical. Quando oiço a música deles, não consigo defeni-la em nenhum estilo, e isso agrada-me. Sinto o fado lisboeta, mas não é fado lisboeta que oiço é algo de mais contemporâneo, mais libertador. No fundo não estou muito interessado em saber se de facto se pode classificar a música deles num parâmetro qualquer da musicalidade que lhes é característica, só sei que é música, e deveras de excelente qualidade. Para além do fado que se faz transpirar neste projecto, existe um não sei quê de samba, jazz, e rembetika grega. Originalidade é sentida por um contagiante humor perspicaz, cujo ponto de fuga incide na cultura do fado e no quotidiano da sociedade portuguesa. Grupo em vertiginosa ascensão e de merecida valorização pelo trabalho que apresentam.

Deixo alguma matéria áudio e acesso à página Myspace deles para que possam deixar uma opinião acerca da Deolinda. A minha expressei já acima! Quero ainda enaltecer os temas “Movimento perpétuo associativo”, “Fon Fon Fon”, e “Clandestino”.

Site Oficial:DEOLINDA
[Official Site:]


illustration by João Fazenda

Ana Bacalhau (Voz [Vocals])
Luís José Martins (Guitarra Clássica, Ukelele, Cavaco, Guitalele, Viola Braguesa e Voz [Classic guitar, ukelele, guitalele, viola braguesa e vocals])
Pedro da Silva Martins (Composição, Letrista, Guitarra Clássica e Voz [Songwriter, classic guitar and vocals])
Zé Pedro Leitão (Contrabaixo e Voz [Double bass and vocals])


Excerto do concerto de comemoração de aniversário da Fnac – transmissão da Antena3
Extract from Fnac’s anniversary concert – broadcast by Antena3

Track “Garçonete da Casa de Fado”
8,68 Mb
6:20 min
Bit Rate 192 kbps



“…Her name is Deolinda and she is old enough to know life is not as easy as it looks. She is single when it comes to affection and married when it comes to aversion. Born and raised in Lisbon, she lives in a ground floor flat somewhere in the capital’s outskirts. Peeping through her window’s blinds, she writes songs inspired by her grandmother’s gramophone records and by her neighbours’ lives. She lives with two cats and a golden fish…”


This is the character behind the name of this interesting musical project. When I listen to their music, I cannot label them in a genre, and that pleases me. I feel fado from Lisbon, but it isn’t fado from Lisbon that I hear. What I hear is something more contemporary, with more freedom. In the end of the day, I’m not actually interested in knowing if I can place their music within the musical parameters characteristic to their sound. The only thing I know is that it’s music and it’s extremely good. Apart from the obvious fado influences that transpire in this project, there are also pinches of samba, jazz, and Greek rembetika. It is original and has a contagious humorous element which takes the fado culture and the day-to-day life of Portuguese society as an escapade. Already rising astonishingly, this is a group who deserve all the appreciation for their music.


Below you can have a taste of their work and the link to access their Myspace page where you can leave comments on Deolinda. I’ve made my point already! I also want to praise their songs “Movimento Perpétuo Associativo”, “Fon Fon Fon” and “Clandestino”.


Translated by: Maria José Anjos



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